Cultura

Irão encerra parcialmente Estreito de Ormuz enquanto cresce ameaça de conflito com os EUA


Tensão EUA-Irão

Enquanto os EUA aumentam a presença militar no Golfo Pérsico, o Irão encerrou parcialmente o Estreito de Ormuz para exercícios militares e ameaça bloquear esta rota estratégica de petróleo se for atacado.

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Donald Trump ameaçou atacar o Irão caso não seja alcançado um acordo sobre o programa nuclear iraniano. Apesar de se mostrar aberto ao diálogo, Trump afirmou que espera um compromisso de Teerão num prazo de 10 a 15 dias, alertando que, se não houver acordo, poderão ocorrer consequências graves. O regime iraniano diz também estar preparado para a guerra e ameaça responder a qualquer ataque dos Estados Unidos.

Enquanto os EUA aumentam a presença naval e aérea no Golfo Pérsico e no Mar Mediterrâneo a níveis sem precedentes nas últimas duas décadas, o Irão encerrou parcialmente o Estreito de Ormuz para exercícios militares.

O Estreito de Ormuz, controlado maioritariamente por Teerão, é uma rota estratégica para o transporte de petróleo, especialmente dos grandes produtores do Golfo Pérsico. O regime iraniano avisou que poderá bloquear esta passagem se for atacado e que responderá a eventuais agressões com ataques às bases militares norte-americanas na região.

Estas medidas de dissuasão, juntamente com o arsenal de mísseis balísticos iraniano, explicam os esforços diplomáticos dos países do Golfo para evitar um conflito aberto entre o Irão e os Estados Unidos, que poderia desestabilizar toda a região.

O programa nuclear iraniano continua no centro das negociações, ainda que de forma indireta.

Os Estados Unidos, apoiados por Israel, receiam que Teerão esteja a preparar-se para produzir armas nucleares e exigem que cesse o enriquecimento de urânio.

Trump declarou que “vamos fazer um acordo, ou vamos consegui-lo de uma forma ou de outra. Ou chegamos a um acordo ou vai ser uma infelicidade para eles”.

O presidente iraniano reiterou que Teerão não cederá a prazos nem à pressão de Washington. O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que o país está preparado tanto para a diplomacia como para a guerra.

O Irão sustenta que o programa nuclear tem fins pacíficos e espera que as negociações permitam o levantamento das sanções que têm afetado a economia e aumentado o descontentamento da população.

Este sábado, um grupo de manifestantes reuniu-se em frente a uma universidade de Teerão para assinalar os 40 dias desde o início dos protestos, que foram violentamente reprimidos pelas forças do regime.



SIC Noticias

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