A falta de vagas em lares e unidades de cuidados continuados continua a ser dramática. Apesar das promessas dos sucessivos governos, a rede não responde a uma população cada vez mais envelhecida.
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Centenas de pessoas ocupam, entretanto, camas nos hospitais, não porque estejam doentes, mas porque não há alternativa.
Os administradores hospitalares e os assistentes sociais foram esta manhã ao Parlamento dizer aos deputados que uma solução é apostar nos cuidados em casa.
As camas dos hospitais estão a servir atualmente de casa para mais de 2.800 pessoas. Aguardam vagas, numa resposta mais indicada, já depois de terem alta e são cada vez mais, sendo que este ano têm sido mais 50 utentes por mês.
O custo estimado dos internamentos sociais é de mais de 280 milhões de euros. O problema voltou ao Parlamento numa audição aos Administradores Hospitalares, Associações Sociais e Cuidadores informais para discutir um projeto lei do PS.
Os socialistas querem criar o programa ‘Voltar a Casa’, enquanto as associações deixaram propostas de melhorias.
O Governo garante que já estão em curso soluções, mas o PS considera que não abrangem todas as necessidades.
Ainda não há decisão sobre se o projeto avança, sendo que falta também o balanço de outras medidas já aplicadas na rede de cuidados extra-hospitalares.
