Portugal

Hospital Garcia de Orta já recebeu sete casos na urgência regional

Os dados foram avançados em conferência de imprensa pela diretora clínica para a área dos cuidados de saúde hospitalares da Unidade Local de Saúde (ULS) Almada-Seixal, Ana Luísa Broa.

“Sabemos que está a ser um dia relativamente tranquilo e posso avançar que tivemos, desde as 08:30 e até às 10:30, sete admissões e apenas duas eram da área de influência do Barreiro, da Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho”, disse Ana Luísa Broa no encontro com os jornalistas, no qual também participaram os diretores clínicos da ULS Arco Ribeirinho (Barreiro), Elisabete Gonçalves, e ULS Arrábida (Setúbal), Nuno Marques.

Segundo Ana Luísa Broa, nesta primeira fase, a equipa, composta em 80% por profissionais da ULS Almada-Seixal e da Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho, está “a adaptar-se de forma a colaborar entre si para que funcione de forma muito organizada no futuro”.

“O que é importante é que as equipas sejam dotadas de forma segura, nós teremos sempre, todas as semanas, uma equipa, pelo menos um dia por semana, que será assegurada por médicos do Barreiro, e quando falamos em médicos do Barreiro falamos em especialistas e em internos, e teremos também enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica a colaborar de uma forma até mais próxima”, sustentou.

A responsável frisou que o importante é que o número de profissionais seja adequado para prestar cuidados seguros.

A urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, a segunda do país no âmbito deste novo modelo, entra hoje em funcionamento para responder à falta de profissionais de saúde nesta especialidade.

A urgência centralizada vai funcionar em dois polos, um no Hospital Garcia de Orta e outro no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

O hospital-sede da urgência regional de ginecologia e obstetrícia da Península de Setúbal, que tem apoio perinatal diferenciado, é o Garcia de Orta, cabendo ao Hospital de São Bernardo assegurar o serviço de urgência para a população da sua área de influência – Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Palmela, Santiago do Cacém, Sesimbra e Sines.

A urgência do hospital do Barreiro que tem como área de influência os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, encerra, mas a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde assegurou que a maternidade vai continuar a funcionar.

Esta é a segunda urgência regional a abrir portas, depois de uma solução idêntica ter sido adotada em 16 de março no Hospital Beatriz Ângelo, em Loures (distrito de Lisboa), no âmbito de um novo modelo que tem motivado a contestação de autarcas e representantes dos utentes.

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