“A ASPP/PSP mantém a sua postura histórica de considerar a linha e a ação políticas como elementos preponderantes na gestão do MAI, reiterando que a responsabilidade pela escolha dos ministros, bem como pelas opções políticas seguidas, cabe inteiramente ao primeiro-ministro”, refere o maior sindicato da Polícia de Segurança Pública, em comunicado sobre a escolha do diretor da Polícia Judiciária (PJ) para ministro da Administração Interna.
A ASPP, que em dezembro abandonou as negociações com a ex-ministra da Administração Interna Maria Lúcia Amaral por não estar a ser respeitado o acordo assinado em julho de 2024 entre o Governo e os sindicatos da PSP, reconhece que a escolha de Luís Neves “assume naturalmente uma relevância própria por diversos fatores”, mas referiu que vai aguardar “com expectativa a nomeação de toda a equipa ministerial e o teor do seu discurso de posse para uma avaliação mais concreta”.
O sindicato reitera ainda “as profundas dificuldades e limitações que a PSP continua a enfrentar” e apela ao “cumprimento integral do acordo celebrado em 2024 como o instrumento essencial e inadiável para dar início à resolução dos problemas estruturais da instituição”.
Luís Neves, diretor da PJ há oito anos e há cerca de três décadas ao serviço desta polícia de investigação criminal, toma posse como ministro da Administração Interna na próxima segunda-feira às 10h00 no Palácio de Belém, em Lisboa.
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