Pela segunda vez na história, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos iniciou conversações com os principais fabricantes de automóveis para aumentar a produção de armas, dada a redução das reservas devido aos conflitos na Ucrânia e no Irão. Washington já terá dado início às negociações com empresas como a General Motors ou a Ford.
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De acordo com a informação avançada pelo The Wall Street Journal, que cita fontes do Departamento de Defesa norte-americano, as conversações incluem também grupos como a General Electric Aerospace e a Oshkosh Corporation, e abordam a capacidade das empresas de converter rapidamente as suas operações para a produção militar, bem como os obstáculos regulamentares ou contratuais existentes.
A administração Trump considera a expansão da base industrial uma questão de segurança nacional, numa altura em que os EUA e os seus aliados transferiram grandes volumes de armamento para a Ucrânia desde a invasão russa de 2022, sobrecarregando assim a capacidade de produção interna.
Caso o processo avance, esta não é a primeira vez que a Casa Branca pede ajuda aos fabricantes de automóveis para fortalecer as suas reservas militares.
O jornal indica que a utilização da indústria civil como investimento tem precedentes nos EUA, como quando, durante a Segunda Guerra Mundial, os fabricantes de automóveis de Detroit redirecionaram a sua produção para fabricar bombardeiros, motores de aviões e veículos militares.
Mais recentemente, empresas como a General Motors e a Ford colaboraram na produção de ventiladores durante a pandemia.
