Cristina Vaz Tomé, ex-Secretária de Estado da Gestão da Saúde, garante que não soube da greve no INEM em 2024 até esta já estar a decorrer. Na Comissão Parlamentar de Inquérito ao Instituto Nacional de Emergência Médica, a antiga governante explicou que estava no estrangeiro e não foi informada dos pré-avisos de greve enviados pelos sindicatos para o Ministério.
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A 8 de novembro de 2024, um dia após o fim da greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar, Cristina Vaz Tomé dizia isto numa visita ao Hospital Distrital de Pombal:
“Nós tivemos conhecimento do pré-aviso de greve. Aliás, já houve greves semelhantes a esta, a última foi em 2023. Não estávamos à espera do impacto.”
Agora, a ex-Secretária de Estado da Gestão da Saúde garante que não soube da greve até esta já estar a decorrer. A paralisação ocorreu entre 30 de outubro e 7 de novembro.
“Eu estive fora entre 12 de outubro até 2 de novembro. Primeiro em Berlim, depois no G20. Estive um tempo em Lisboa muito curto, e quando chego a Portugal no dia 2 tenho conhecimento das greves”, afirmou.
Na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM, a propósito da greve marcada por 12 mortes, a agora presidente do Metro de Lisboa insistiu que não foi informada, apesar das comunicações enviadas por sindicatos e pela FESINAP para o Ministério.
“Não recebi na minha caixa de email nenhum desses emails. Na minha caixa de email. Não é o gabinete, é na minha caixa de email”, referiu.
Cristina Vaz Tomé garante ainda que, quando tomou conhecimento da situação, tudo fez para mitigar os efeitos da greve.
Na comissão de inquérito realizada esta quinta-feira, a antiga governante disse ainda ter herdado, em abril de 2024, um INEM com problemas estruturais crónicos, como a falta de profissionais e viaturas, assegurando que fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar o colapso da emergência médica.
