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Onze participantes competiram diante do júri, separados por uma vedação de madeira que simulava o ambiente da floresta. O objetivo: produzir o chamamento mais fiel ao de um veado.
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Podem atingir quase dois metros de altura e pesar cerca de 150 quilos. Mas não é apenas a imponência física que distingue os veados: o bramido, especialmente na época de acasalamento, é um som único e há quem dedique anos a tentar replicá‑lo na perfeição. Em Dortmund, Alemanha, reuniu‑se a elite desses especialistas para disputar o Campeonato Alemão de Chamamento do Veado. Os concorrentes explicam que por trás da técnica há um esforço físico considerável.
“Tem de ser assim. Tem de fazer doer as cordas vocais.”
Com recurso a cascas, cornos ou tubos especiais, os concorrentes procuram reproduzir os sons que, na natureza, servem para atrair fêmeas e afastar rivais. É um ritual ancestral que continua a fascinar caçadores e curiosos. O ambiente no recinto oscilava entre o espanto e a diversão.
Steffen Benthin é caçador e diz que aprender a imitar um veado serve para muito mais do que participar no concurso.
“Serve para tirar fotos, fazer vídeos ou mostrar a natureza aos entusiastas ou então para trazer os veados à mira da espingarda e abatê-los.”
A dualidade entre contemplação e caça esteve presente ao longo do evento, refletindo dois olhares distintos sobre a relação humana com os animais selvagens. O grande vencedor do dia foi Thomas Soltwedel, que conquistou o título de campeão alemão de chamamento do veado.
