O Governo reforçou esta quinta-feira os apoios a alguns setores para fazer face aos preços elevados da energia. Para além do transporte de mercadorias são ainda contemplados os veículos pronto socorro e produtores de cooperativas agrícolas.
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Os apoios anunciados variam entre os 114 e os 420 euros, pagos de uma vez consoante a dimensão e peso dos veículos. Quanto ao aditivo conhecido como AdBlue, será entre 4,20 euros e 37,80
A isto soma-se a possibilidade de adiar os pagamentos das contribuições à Segurança Social.
“É uma ajuda para a tesouraria das empresas. Falta saber como é que vai ser feito esse pagamento posteriormente, em que prazos e em que formas”, afirma Rui Torres, diretor de serviços da Transniza. “Neste momento, o setor não precisa de anúncios, precisa de efetividade, precisa que os anúncios que foram feitos sejam postos em prática.”
No caso desta empresa de transporte de mercadorias e distribuição, os gastos extra com combustíveis, em relação ao início do ano, chegam aos 60 mil euros por mês.
“É a sustentabilidade das empresas que está em causa. A questão não é se as empresas estão a diminuir lucros, bem pelo contrário, é as empresas conseguirem ser sustentáveis.”
A manter-se a situação, esta empresa gastaria mais de 720 mil euros ao ano só em combustíveis nos 50 veículos da frota que possui.
“O setor precisa de medidas estruturais, não precisa de pensos para estancar hemorragias. Precisa de medidas estruturais que têm de ser tomadas de forma a que sejamos competitivos em relação aos transportadores de outros países europeus,” defende Rui Torres.
Os apoios anunciados são extensíveis aos veículos de pronto-socorro e aos produtores de cooperativas agrícolas.
