Há centenas de doentes que não tiveram alta do hospital, mas estão em casa a receber cuidados médicos. Este modelo de internamento chegou a 50 unidades locais de saúde nos últimos 10 anos e permite que a recuperação se faça fora do hospital com a ajuda de equipas que todos os dias garantem o tratamento. O “Essencial” acompanhou a primeira equipa responsável pela hospitalização domiciliária.
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O Hospital Garcia de Orta foi o primeiro a avançar com este modelo de internamento em Portugal. A ambição inicial era aliviar a pressão sobre as camas hospitalares, mas nos últimos 10 anos, a equipa fez mais de 60 mil visitas.
Numa década, a unidade de hospitalização domiciliária do Garcia de Orta tratou perto de cinco mil utentes. A equipa assegura resposta em praticamente todas as especialidades, com exceção da pediatria. Este modelo tem vindo a expandir-se por todo o país.
No ano passado, a equipa do Garcia de Orta foi a primeira do país a receber a certificação – Nível Ótimo, da Direção-Geral de Saúde. Um reconhecimento da qualidade e segurança com que prestam cuidados. A taxa de satisfação, sempre acima dos 95%, confirma a confiança que os familiares e utentes têm no serviço.
Em 10 anos, este modelo já deu provas dos benefícios que traz também para os doentes, sobretudo os mais frágeis ou mais idosos. Não só na proteção de infeções hospitalares, como na recuperação e no bem-estar psicológico.
Perante estes benefícios, o aumento deste tipo de serviços e o alargamento a diversas especialidades depende da contratação de profissionais para estas equipas multidisciplinares. O que depende de decisões políticas.
Ficha técnica:
- Coordenação Editorial: Conceição Lino
- Jornalista: Ana Lúcia Martins
- Imagem: Romeu Carvalho, Carlos Rosa, Paulo Cepa e Carlos Nascimento
- Edição de imagem: Marisabel Neto
- Produção: Iara Filipa Silva
- Colorista: Gonçalo Carvoeiras
- Grafismo: Sara Almeida, João Vaz Oliveira, Rui Silva, Rolando Arrifana e Walid Saleh
