“No mesmo período, foram contabilizadas 1.409 admissões, um indicador que traduz um ligeiro aumento da atividade assistencial”, adiantou à agência Lusa a Unidade Local de Saúde (ULS) de Loures/Odivelas, que faz “um balanço positivo” do primeiro mês de funcionamento da urgência centralizada.
A Urgência Centralizada de Ginecologia e Obstetrícia de Loures-Odivelas/Estuário do Tejo entrou em funcionamento no passado dia 16 de março e concentra os casos urgentes da região, incluindo os reencaminhados do Hospital de Vila Franca de Xira, cuja urgência encerrou por falta de profissionais.
De acordo com os dados, as utentes provenientes da ULS do Estuário do Tejo, que integra o Hospital Vila Franca de Xira, representaram 27% das admissões e 25% dos partos realizados neste período.
Apesar do encerramento da urgência de obstetrícia em Vila Franca de Xira, o hospital mantém em funcionamento a restante atividade, incluindo partos programados e consultas abertas de ginecologia e obstetrícia para doença aguda não urgente.
Dados avançados à Lusa pela ULS Estuário do Tejo indicam que foram realizados 51 partos no Hospital Vila Franca de Xira, entre 16 de março e 15 de abril, números que estão em linha com os do primeiro trimestre de 2026.
Segundo os dados foram realizados 44 partos em janeiro, 62 em fevereiro e 67 em março.
A ULS do Estuário do Tejo salienta que estes números representam “um crescimento muito significativo” relativamente ao último trimestre de 2025 que foram realizados 30 partos em outubro, 29 em novembro e 42 em dezembro.
“O bom desempenho de 2026 resulta do investimento que está a ser realizado no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, nomeadamente a contratação de médicos, a recuperação das cirurgias e a criação de uma Consulta Aberta no Hospital”, salienta.
Em março, realizaram-se 21 consultas abertas de obstetrícia e 10 de ginecologia, números que aumentaram na primeira metade de abril para 27 e 11, respetivamente.
Foram ainda realizadas oito cirurgias de ginecologia em março, retomando uma atividade que estava suspensa desde agosto de 2025.
A urgência regional de ginecologia e obstetrícia foi o modelo encontrado pelo Ministério da Saúde para minimizar os constrangimentos dos serviços de urgência desta especialidade, devido à carência de médicos suficientes para preencher as escalas, e que têm sido mais evidente na Península de Setúbal, onde abriu a segunda urgência regional de obstetrícia na quarta-feira.
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