Portugal

Leitão Amaro: "Lusa pode estar em mais sítios e contar mais histórias"

O governante considera que “a Lusa pode estar em mais sítios do território nacional e contar mais histórias”, referindo-se ao plano de reestruturação da agência noticiosa.

Leitão Amaro falava na sessão de abertura do Congresso de Jornalismo organizado pelo Jornal do Fundão, iniciando assim as comemorações do seu 80.º aniversário.

Recorde-se que depois de concluído o processo de aquisição, pelo Estado, da totalidade do capital social da Agência Lusa, em novembro de 2025, o Governo aprovou os novos estatutos da sociedade e estabeleceu um novo modelo de governação. 

Leitão Amaro afirmou que “a Lusa pode ser mais barata para os jornais e rádios do país inteiro, que querem contar histórias e reproduzir histórias, ou aproveitar parte das histórias que a Lusa faz”. Neste aspeto, sugere que “a comunicação social regional e local pode ser parceira do processo de produção da Lusa, como forma de, comercialmente, pagar parte dos serviços que consome”.

“Estamos a negociar um novo contrato de serviço público que também tem em vista a expansão da presença da Lusa em território nacional e internacional”, acrescenta o ministro que tem a tutela da comunicação social. Exemplifica com o caso da União Europeia: “um terço da nossa legislação é aprovada em Bruxelas. A Lusa tem um jornalista em Bruxelas, a RTP tem um jornalista em Bruxelas. São duas pequenas redações para a capital da Europa, mas juntas têm muito mais capacidade”.

“O novo contrato de serviço público da Lusa conta com mais financiamento do Estado, com uma injeção de dois milhões de euros”, para “a Lusa poder ser um parceiro cada vez mais forte da comunicação social”, afirma, reiterando que o aumento de recurso da agência lhe permite “ser também um canal de sustentabilidade para o setor”.

No mesmo evento, que juntou várias personalidades do setor no distrito de Castelo Branco, esteve também o presidente do conselho de administração da Lusa.

Joaquim Carreira, sobre a reestruturação da agência, esclarece que “antes estava sozinho com três membros do conselho de administração não executivos”, mas “atualmente há mais duas pessoas a tempo inteiro, o Luís Lopes e a Ana Alves”. Reconhece que “existe um reforço daquilo que existia no passado” e reitera que “devia haver um modelo de supervisão”.

O modelo proposto para o conselho consultivo, “é mais importante e mais escrutinado. Tem representantes de trabalhadores, que no passado não tinha. E a administração eleita será publicitada no site da Lusa”.

O conselho de administração ir ao Parlamento sempre que necessário, “é um lado perfeitamente normal. E estou a falar do Parlamento, não estou a falar do político A ou político B”.

Joaquim Carreira deu ainda conta do reforço que está a ser feito em termos de meios humanos e meios tecnológicos, estando em marcha um plano “não só para as geografias locais, como internacionais”, além da aposta a Lusofonia e na verificação de factos, com o Lusa Verifica.

A alteração do contrato de prestação de serviços públicos, representa “perto de 10 ou 11 milhões de euros a mais em termos de despesa. Isto é um reforço evidente e representa uma evolução positiva que tem vindo a ser efetuada”.

A presença nas redes sociais também mudou. “Há 10 anos, o Instagram da Lusa tinha uma penetração de 10 mil. Atualmente, é de 130 mil”, revela, acrescentando que “o público clássico da Lusa, antes de redes sociais, era, essencialmente, acima dos 45 anos. Agora tem 130 mil pessoas abaixo dos 55 anos. Isto é importante para levar aquilo que eu chamo de água potável, que chega a mais locais. Porque a Lusa tem essa água potável”.

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