Cultura

SIC conheceu centro de acolhimento para requerentes de asilo


País

Há menos pedidos de asilo a chegar a Portugal, mas os processos pendentes não param de aumentar. Os requerentes de asilo ficam à espera da resposta da AIMA em centros de acolhimento na esperança de conseguirem o estatuto de refugiado. A SIC foi conhecer um dos espaços do Conselho Português para os Refugiados.

Loading…

A palavra refugiado tem por si só um peso porque significa que se teve de abandonar um país, não por escolha, mas para fugir, seja de uma guerra ou de uma perseguição

Hassan, que não dá a cara por ter receio das consequências, é apenas um dos que foi obrigado a desejar este estatuto.

Depois de se formar no Líbano, passou pelos países árabes, teve mais de uma década em Angola e regressou a casa, ao Líbano, mas o agravar da guerra em 2024 fê-lo sair novamente.

Voltou para a Venezuela, onde diz que foi perseguido, e é por isso que agora espera autorização da AIMA para ficar em Portugal com estatuto de refugiado.

Recebe 200 euros por mês. É este o valor estipulado para quem pede asilo, a fase que antecede o estatuto de refugiado e todos os direitos que daí advêm.

Passam entre dois e três meses nos centros de acolhimento

Nesta altura, a primeira linha de resposta é dada nos centros de acolhimento para onde a AIMA envia quem espera para saber se pode por cá ficar.

Quando chegam a Portugal, que para a maioria não é a primeira escolha, passam cerca de dois a três meses em centros como esses, onde recebem apoio, como o jurídico e o psicológico.

A todos são dados kits de higiene e cozinha e à entrada são recebidas doações de comida e roupa. Têm ainda aulas de português obrigatórias.

No ano passado, entraram mais de 669.000 novos pedidos de asilo na União Europeia – uma diminuição de 27% de um ano para o outro. Em Portugal, foram menos 925 pedidos.

Mas, mesmo assim, são cada vez mais os processos pendentes no país. O conselho Português para os Refugiados diz que uma das razões é a passagem dos processos do SEF para a AIMA.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *