As obras de manutenção na Barragem de Castelo do Bode, que estavam inicialmente previstas para este verão, foram adiadas para 2027. A intervenção é considerada essencial para a segurança da infraestrutura, mas levanta preocupações pelo impacto que poderá ter na albufeira.
Loading…
A intervenção nos descarregadores de cheias da Barragem de Castelo do Bode deverá avançar entre junho e outubro de 2027.
Trata-se de uma operação de manutenção preventiva, considerada essencial para garantir o bom funcionamento e a segurança da barragem a longo prazo.
Mas, para que os trabalhos possam ser realizados, será necessário baixar o nível da água da albufeira para valores abaixo da cota do descarregador (105,0), o que corresponde a cerca de 56% da capacidade total de armazenamento.
E é deste impacto que os empresários têm receio.
A albufeira de Castelo do Bode é um dos principais pontos de atração turística da região, sobretudo durante os meses de verão, quando a procura por alojamentos e atividades náuticas aumenta significativamente.
A obra estava prevista para este verão, mas foi adiada para que a região pudesse recuperar depois dos estragos provocados pela tempestade.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente e a EDP, esta intervenção não representa riscos para a infraestrutura nem para as populações.
Abastecimento para consumo humano assegurado
O abastecimento de água para consumo humano, a manutenção do caudal ecológico do Tejo e a capacidade de produção de energia elétrica deverão continuar assegurados.
A EDP explica ainda que “os trabalhos vão decorrer no lado montante das comportas e incluem a substituição do sistema de estanquidade, o tratamento anticorrosivo e a reparação de componentes estruturais.”
Com uma duração prevista de cerca de quatro meses, estas operações obrigam a que a zona de intervenção esteja a seco, justificando assim a realização das obras no verão.
Mas deixa em aberto as dúvidas sobre o impacto futuro desta intervenção, numa região onde a albufeira é um dos principais motores de atração turística.
