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Veja os golos
Segundo e terceiro classificados do campeonato disputaram, este domingo, o tão esperado duelo lisboeta. Penáltis, lances perigosos e golo anulado depois dos 90 minutos, houve um pouco de tudo no jogo que deixou os ‘dragões’ a sorrir.
FILIPE AMORIM
Sol, calor, casa cheia e um dérbi que ainda contava para as contas do campeonato. Estavam reunidas as condições para um grande espetáculo futebolístico no Estádio José Alvalade.
As bancadas estavam ao rubro e a energia dos adeptos passou para os atletas de ambos os lados, que entraram bem no jogo.
O jogo começou com um nível de intensidade elevado, mas foram os anfitriões os primeiros a ameaçar a baliza adversária.
O irrequieto Geny Catamo irrompeu pela grande área, trabalhou bem sobre os defesas e rematou, mas Trubin impediu o golo e desviou para canto.
O pontapé de canto foi batido e o esférico voltou a encontrar o lateral moçambicano, que, fora da área, disparou rasteiro para nova defesa do guardião ucraniano.
A resposta encarnada aos primeiros lances de perigo dos ‘leões’ chegou aos sete minutos pelos pés de Richard Ríos.
O colombiano rematou em direção às redes defendidas por Rui Silva, contudo o tiro acabou por desviar num homem do Sporting e a bola saiu pela linha de fundo.
Na sequência do lance, Otamendi desferiu uma cabeçada na bola, mas o guarda-redes português segurou.
Aos 12, Geny voltou a entrar na área do Benfica pelo flanco direito e a causar perigo, mas o lance terminou com canto para os ‘verdes e brancos’.
Três minutos depois, os jogadores da casa ficaram a pedir penálti depois de Aursnes pisar Trincão. O árbitro João Pinheiro foi ao VAR e aplicou mesmo o castigo máximo.
O batedor dos ‘leões’, Luis Suárez, partiu para a bola, rematou, mas não conseguiu enganar Trubin, que evitou o primeiro golo da tarde.
Schjelderup não tremeu na marca dos 11 metros
O mesmo não fez Schjelderup pouco depois. O cronómetro assinalava 24 minutos quando voltou a ser assinalada grande penalidade em Alvalade, mas desta vez para o Benfica.
Bola na mão de Morita e João Pinheiro fez o que tinha de ser feito ao assinalar penálti. O jovem norueguês assumiu a responsabilidade e não falhou.
Até ao final dos primeiros 45 minutos não se registou outro grande momento de perigo, pelo que as ‘águias’ rumaram aos balneários em vantagem. A segunda parte prometia!
E começou com estrondo. Cinco minutos depois de a partida ter sido retomada, Pedro Gonçalves rematou com bastante perigo ao poste.
Dois minutos depois, foi a vez de Schjeldrup alvejar a baliza defendida por Rui Silva, que anotou uma boa intervenção.
O Sporting via o tempo passar e o sentimento de urgência foi escalando de intensidade. Morita, como que a antecipar o que viria a acontecer, aos 64, fez levantar os adeptos da casa com um remate que passou muito perto da baliza encarnada.
O japonês primeiro calibrou a mira e depois introduziu mesmo a bola na baliza. Setenta e dois minutos e Zeno de Bast bombeou para o interior da área, onde surgiu Morita para faturar de cabeça.
Final frenético
Mas havia ainda tempo para alguns sustos. Leandro Barreiro atirou por cima na cara de Rui Silva e, aos 90+1, os adeptos da casa foram à loucura.
O recém-entrado Rafael Nel trabalhou bem na frente de ataque, escapou a Trubin e marcou golo, mas o lance foi invalidado por fora de jogo do jovem leão.
Desfecho diferente teve o remate de Rafa Silva, que começou no banco. O português correspondeu eficazmente ao cruzamento de Leadro Barreiro, quando passavam três minutos dos 90.
A vitória encarnada alimenta a esperança do segundo lugar, agora ocupado pelo Benfica (72 pontos). O Sporting, que tem menos um jogo disputado, cai para terceiro (71), enquanto o FC Porto, que defronta o Tondela este domingo às 20:30, segue líder (76).
