As 44 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) registaram em 2025 uma taxa de inoperacionalidade de 2,61%, o equivalente a 10.080 horas, mais 2.427 horas do que em 2024 – representando um crescimento de 32%.
Entre 2017 e 2020, a taxa foi inferior a 1%, tendo apresentado depois uma tendência de subida até ao ano passado.
Ao Jornal de Notícias, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) afirmou que os números são consequência da falta de tripulação, sobretudo médica.
“As VMER são tripuladas por equipas médicas dos hospitais onde estão integradas, sendo responsabilidade do hospital garantir a escala de recursos humanos afeta à viatura”, afirma o INEM ao Jornal de Notícias.
O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares desvaloriza a subida da taxa de inoperacionalidade, que considera “pequena”. Ao mesmo jornal, Xavier Barreto diz que Portugal tem “um sistema de emergência pré-hospitalar muito bom” e que o problema está concentrado em determinadas regiões, como o Interior e o Algarve.
