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“O silêncio e inação são imperdoáveis”: Amnistia Internacional acusa UE e líderes mundiais de serem submissos


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A Amnistia Internacional acusou a União Europeia e os líderes mundiais de serem submissos e mostrarem relutância em denunciar atos predatórios dos EUA, da Rússia, de Israel ou da China relativamente aos direitos humanos.

"O silêncio e inação são imperdoáveis": Amnistia Internacional acusa UE e líderes mundiais de serem submissos

SOPA Images

“A União Europeia e a maioria dos Estados europeus apaziguaram os ataques dos EUA ao direito internacional e aos mecanismos multilaterais”, criticou a organização de defesa dos direitos humanos no seu relatório anual, esta segunda-feira publicado.

Segundo a organização, nem a União Europeia nem a maioria dos Estados tomaram “medidas significativas para travar o genocídio de Israel ou pôr fim às transferências irresponsáveis de armas e tecnologia que alimentam crimes ao abrigo do direito internacional em todo o mundo”.

Além disso, mostraram-se relutantes em promulgar leis de bloqueio para proteger os alvos das sanções dos EUA, incluindo juízes e procuradores do Tribunal Penal Internacional (TPI), acusou.

A Itália e a Hungria, por exemplo, recusaram-se a deter pessoas sujeitas a mandados do TPI no seu território, enquanto a França, a Alemanha e a Polónia deram a entender que fariam o mesmo.

“Os líderes mundiais têm sido demasiado submissos face aos ataques ao direito internacional e ao sistema multilateral. O seu silêncio e inação são imperdoáveis”, acusou a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, que apresentou o relatório aos jornalistas na segunda-feira.

O comportamento mostra “uma falência moral e não trará nada mais do que recuo, derrota e o apagamento de décadas de conquistas de direitos humanos duramente alcançadas”, avisou.

Para a responsável da organização, “apaziguar os agressores é deitar gasolina no fogo que nos queimará a todos e devastará o futuro das gerações vindouras”.

“Alguns podem sentir-se tentados a descartar o sistema construído ao longo dos últimos 80 anos”, mas isso significa “ignorar conquistas duramente alcançadas no sentido do reconhecimento dos direitos universais “que protegem contra a discriminação racial e a violência contra as mulheres, consagrando os direitos dos trabalhadores e dos sindicatos e reconhecendo os direitos dos povos indígenas”, defendeu Agnès Callamard.

“Os predadores políticos e económicos, e aqueles que lhes dão apoio, estão a declarar o sistema multilateral morto, não porque seja ineficiente, mas porque não serve a sua hegemonia e controlo, disse.



SIC Noticias

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