Um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Arba-Minch e da Universidade de Borena, na Etiópia, concluiu que a utilização de organismos geneticamente modificados (OGM) na alimentação animal não apresenta efeitos adversos na saúde nem na produção pecuária.
Publicado no Journal of Veterinary Medicine and Animal Health, o trabalho analisa os impactos dos organismos geneticamente modificados enquanto ração, bem como as principais preocupações e benefícios associados à sua utilização.
 
Os dados disponíveis indicam que a composição nutricional das plantas geneticamente modificadas é equivalente à das suas contrapartes convencionais, com base no conceito de equivalência substancial, utilizado nas avaliações de segurança.
A investigação refere ainda que observações de campo em populações pecuárias alimentadas com culturas geneticamente modificadas não demonstram efeitos negativos na saúde ou no desempenho produtivo dos animais. No entanto, algumas diferenças identificadas em determinados estudos requerem análise adicional para avaliar a sua relevância biológica.
Segundo os investigadores, apesar dos resultados, persistem preocupações públicas relacionadas com a utilização de organismos geneticamente modificados na alimentação animal. Entre os principais pontos levantados estão a ausência de rotulagem, receios associados ao desconhecimento, preocupações de produtores biológicos, questões éticas, culturais e religiosas, bem como potenciais riscos como resistência a antibióticos, reações alérgicas, transferência genética para plantas silvestres, acesso limitado a sementes e impactos na biodiversidade.
Por outro lado, a biotecnologia é associada a benefícios como o aumento da produtividade agrícola e pecuária, melhoria do valor nutricional, desenvolvimento de vacinas comestíveis e aplicações em áreas como transplantes de órgãos e tratamento de doenças humanas.
 
O estudo conclui que, embora os dados atuais suportem a segurança deste tipo de rações, a investigação deve continuar para clarificar diferenças observadas e assegurar uma avaliação completa dos seus impactos.
