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Homem que disparou sobre multidão no México era admirador de Hitler e inspirou-se no massacre de Columbine


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Um homem de 27 anos, identificado como Julio César Jasso Ramírez, matou uma pessoa e feriu mais de 10 num ataque armado, perpetrado na segunda-feira, no local arqueológico de Teotihuacan, a cerca de 50 quilómetros da Cidade do México.

Luis Cortes

Julio Ramírez disparou dezenas de tiros para o ar e contra a multidão de visitantes de um dos locais mais icónicos do país da América Central.

Uma mulher canadiana acabou por morrer e outras 13 pessoas sofreram ferimentos. Algumas foram atingidas pelos disparos, enquanto outras sofreram lesões, como fraturas, ao tentarem fugir do local.

A influência do massacre de Columbine

Agora, sabe-se que o atirador, que acabou por cometer suicídio, era natural de Tlapa, no estado de Guerrero, e morava na Cidade do México.

No interior da mochila que transportava, as autoridades encontraram dezenas de cartuchos, uma faca, mas também panfletos relacionados com o massacre de Columbine, um ataque armado levado a cabo por dois jovens na Escola Secundária de Columbine, nos EUA, em 1999.

A chacina terminou com 13 mortos e 24 feridos e com o suicídio dos dois responsáveis, que na época estudavam no estabelecimento de ensino.

De acordo com a procuradora-geral do México, citada pelo El País, Julio Ramírez apresentava sinais de psicopatia, caracterizando-o como um imitador de crimes marcantes.

Por estas razões, as autoridades acreditam que o assassino inspirou-se no massacre escolar para idealizar e concretizar o letal ataque.

Ataque no dia do nascimento de Hitler

O jornal mexicano Milenio escreve que o atirador era seguidor de Hitler e dos ideais fascistas, tendo chegado a publicar nas redes sociais fotografias a fazer a saudação romana.

Coincidência ou não, o ataque foi realizado no dia em que Adolf Hitler nasceu.

Tendo em conta o perfil do homem e que os disparos visaram turistas, acredita-se que se tratou de um crime de ódio.

O El País destaca que num dos vídeos captados no local onde ocorreram os disparos é possível ouvir o assassino a proferir frases nacionalistas, xenófobas e misóginas.

“Vocês vieram de tão longe, da maldita Europa, não vão voltar”, “Se se mexerem, vou sacrificar-vos. Isto [a pirâmide] foi construído para sacrifícios, não para vocês tirarem essas fotos de m****”, foram algumas das palavras proferidas pelo atirador.

Algumas testemunhas alegam que Julio Ramírez vestia uma camisola com a seguinte inscrição: Disconnect & Self-Destruct” (Desconecta-te e Autodestrói-te, em português), uma frase associada à comunidade True Crime (comunidade Crime Real, em português), uma comunidade online que admira atos criminosos, como assassinatos, e os respetivos autores.



SIC Noticias

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