Esta terça-feira, faz um ano da morte do Papa Francisco. O mundo recorda aquele que foi, talvez, o Sumo Pontífice mais aberto da História, mas um homem que não escapou a polémicas.

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Francisco demorou nove anos, depois de eleito, a reconhecer que não havia fumo sem fogo no caso dos abusos sexuais cometidos dentro e com a conivência da Igreja Católica.
Francisco foi o Papa de uma proximidade nunca antes praticada por um líder da Igreja Católica.
Beijou os pés de líderes em guerra a pedir conciliação. Caminhou sozinho debaixo de chuva pela praça de São Pedro quando a humanidade estava confinada pela Covid-19.
Apesar de quase um ano depois da invasão russa da Ucrânia, tomou uma posição com a emoção nunca antes demonstrada por um Papa.
Rompeu com o discurso público da Igreja Católica sobre homossexualidade.
Discurso contraditório sobre homossexuais
Mas não escapou a polémicas. Francisco disse não querer mais homossexuais nos seminários, usando um termo depreciativo.
Pediu desculpas, mas ficou a dúvida sobre a incoerência entre o discurso público e o privado.
Mais do que publicitada, foi a luta contra a doença. Dos males abdominais aos respiratórios, foi resistindo à tentação de se fechar no Vaticano.
Recuperou e mostrou-se um dos Papas mais dentro do próprio tempo.
Numa reflexão sobre Inteligência Artificial, questionou a humanidade sobre um dos mais profundos conceitos católicos: o livre–arbítrio.
Morte depois da Páscoa
O destino de Jorge Mario Bergoglio, o argentino que em miúdo jogou à bola nas ruas de Buenos Aires, foi o de ser apanhado por uma pneumonia grave aos 88 anos.
Terá sido a vontade do Deus em que Francisco acreditava que o Papa, que no ano da eleição fez capa da revista Time como personalidade do ano de 2013, fosse apanhado,12 anos depois, pela própria mortalidade.
Morreu no dia seguinte, na segunda-feira, depois da Páscoa.
No último ano, milhares de pessoas visitaram todos os dias o simples sepulcro do Papa do Povo, apenas Francisco.
