Dezenas de futebolistas da primeira divisão italiana, incluindo atletas do AC Milan e do Inter Milão, contrataram os serviços de uma rede de prostituição em Itália, que utilizava uma agência de viagens como fachada. Um piloto de Fórmula 1 também está entre os envolvidos.
dan_chippendale
Jogadores de futebol e de hóquei, figuras públicas, empresários e um piloto da Fórmula 1 eram clientes de uma rede de prostituição que oferecia serviços “all inclusive” (“tudo incluído”) a troco de milhares de euros. Mais de 100 raparigas, italianas e estrangeiras, entre os 18 e os 30 anos, estavam envolvidas no esquema, segundo a investigação do La Repubblica.
A rede criminosa funcionava através da “Ma.De.Milano”, uma agência de eventos em Cinisello Balsamo que servia de fachada para os serviços de prostituição.
A empresa organiza eventos noturnos e hospedagens em hotéis de cinco estrelas, disponibilizando acompanhantes de luxo e doses de ‘droga do riso’, que não é detetável nos testes antidoping, habituais no desporto. Segundo o processo judicial, durante as noites “as jovens eram convidadas a ter relações sexuais”.
Foram detidas quatro pessoas, incluindo o casal suspeito de liderar o esquema, que vão ficar em prisão domiciliar. As autoridades apreenderam mais de 1,2 milhões de euros.
Atletas do AC Milan e Inter Milão ligados ao caso
Os nomes dos clientes, pelo menos 70, foram ocultados no despacho da juiz de instrução de Milão, mas o jornal La Repubblica relata que estão envolvidos dezenas de futebolistas da primeira divisão italiana, incluindo atletas do AC Milan e do Inter Milão.
Numa das escutas do processo, há uma referência a um piloto de Fórmula 1. “Tenho um amigo meu, piloto de Fórmula 1 que vem esta noite a Milão e quer uma rapariga. Conseguimos arranjar?” – questionou uma pessoa envolvida, que recebeu a resposta: “Mando-lhe a brasileira”.
