Economia

Taxa de aprovação de Donald Trump mantém-se em mínimos históricos

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EUA

Desde que se sentou na Sala Oval, Donald Trump atingiu a taxa de aprovação mais baixa. Desde a política das tarifas comerciais, o desagrado dos norte-americanos relativamente ao desempenho do chefe de Estado tem vindo a intensificar-se. A ofensiva no Médio Oriente não veio ajudar. Mais de 60% dos inquiridos numa sondagem da agência de notícias Reuters desaprova o desempenho do Presidente. Apenas um quarto considera que Trump apresenta um estado mental “equilibrado”.

O, na altura, candidato presidencial republicano Donald Trump antes de discursar num comício eleitoral na Universidade do Norte do Colorado, em Greeley, Colorado, a 30 de outubro de 2016

Brennan Linsley / AP

A sondagem da Reuters/Ipsos, conduzida durante seis dias e publicada na terça-feira, mostra que apenas 36% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Donald Trump.

As conclusões, extraídas através de inquérito junto de 4.557 norte-americanos, está em consonância com os valores do início do mês de abril, que já mostravam os índices de aprovação de Trump a rondarem os 40%.

A sondagem mais recente debruça-se também sobre a perceção do temperamento e do estado mental do líder norte-americano. 71% dos inquiridos afirmaram que Trump não é “equilibrado”, enquanto 26% afirmaram considerar o contrário.

Donald Trump abaixo dos números de Biden

Com base em dados da YouGov, empresa de sondagens online, a revista britânica The Economist traçou um gráfico interativo que coloca em perspetiva a evolução do índice de aprovação desde que Donald Trump entrou na Casa Branca pela primeira vez, em 2017.

Nesta quarta-feira, data da última atualização, a taxa de aprovação de Trump situava-se na classificação de “-17”, número que evidencia uma descida de 0.5 pontos desde a semana passada e um mínimo nunca antes registado.

O candidato presidencial democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, e o presidente Donald Trump durante o primeiro debate presidencial, a 29 de setembro de 2020, na Case Western University e Cleveland Clinic, em Cleveland, Ohio

Morry Gash / AP

Os dados colocam Donald Trump abaixo do índice de aprovação do ex-Presidente Joe Biden, que regista –7 no índice de aprovação.

Economia, política externa e imigração, os maiores pontos críticos

A revista britânica sustenta que a impopularidade do Presidente norte-americano explica-se, sobretudo, pela opinião dos norte-americanos relativamente ao estado da economia.

Em janeiro, no início do segundo mandato de Trump, 21% dos eleitores que responderam ao inquérito semanal da YouGov consideravam que a situação estava a melhorar, enquanto 37% achavam que estava a piorar.

Agora, estes números são de 19% e 59%, respetivamente. Quando questionados se estão em melhor situação financeira agora do que há um ano, 17% dos inquiridos respondem “sim”, enquanto 38% dizem que “não”.

A par disto, a inflação e o estado dos preços, a política externa e a imigração são outras das áreas que mais reúnem desaprovação entre os norte-americanos.

Aprovação Estado a Estado com as intercalares à vista

De acordo com uma projeção da taxa de aprovação de Trump por Estado, a aprovação do chefe de Estado é mais baixa nos Estados ‘azuis’, que tendem a votar no Partido Democrata e mais elevada naqueles que tendem a votar em candidatos republicanos.

Os eleitores de Trump continuam a aprovar de forma esmagadora o seu desempenho como Presidente. Porém, a projeção mostra que a insatisfação com Trump é generalizada, mesmo nos Estados que votaram nele em 2024.

De exemplo, Wyoming, Idaho, Dakota do Norte e Virginia Ocidental são os Estados norte-americanos que, segundo a projeção, mais aprovam o desempenho de Trump. Estados estes que foram favoráveis para Trump em 2016 e 2020.

Em contrapartida, o Washington, D.C, Maryland, Vermont e Rhode Island, conhecidos “blue states”, são os que reúnem maiores classificações de desaprovação.

De relembrar que a 3 de novembro, os Estados Unidos serão palco das intercalares, eleições realizadas após dois anos das eleições presidenciais, a meio do mandato.

Nas conhecidas ‘midterms’ está em causa a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, para além da eleição de 36 governadores e outras autoridades locais. Trump reconheceu que os republicanos podem perder nas eleições intercalares.



SIC Noticias

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