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Foi aprovado o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia e também o vigésimo pacote de sanções à Rússia. O acordo político foi alcançado esta quarta-feira. A Hungria deixou cair o veto depois de ter voltado a receber petróleo russo.
Johanna Geron/Reuters
Os embaixadores dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) reuniram-se esta quarta-feira em Bruxelas e chegaram a acordo sobre o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia e o novo pacote de sanções à Rússia. Segue-se agora a aprovação formal por escrito.
A Hungria deixou cair o veto depois de ter voltado a receber petróleo russo. Tal foi possível graças a Ucrânia ter reparado o oleoduto de Druzhba, que tinha sido sido danificado por um ataque atribuído às forças russas.
Volodymyr Zelensky afirmou esta terça-feira que a reparação do oleoduto que atravessa a Ucrânia estava condicionada à libertação dos fundos, bloqueados pela Hungria e pela Eslováquia.
O ainda primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, já tinha garantido que levantaria o veto quando o país voltasse a receber o petróleo russo, que esteve interrompido durante dois meses.
Costa agradeceu a Zelensky pela reparação
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, que vai dirigir a cimeira de líderes da União Europeia a partir de quinta-feira, agradeceu a Zelensky “por ter cumprido” os trabalhos de reparação.
Anteriormente, a União Europeia pretendia utilizar ativos russos congelados na Europa como garantia para o empréstimo. A opção foi bloqueada pela Bélgica, onde se encontra a maior parte dos ativos congelados.
