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Escândalo de prostituição em Itália pode envolver futebolistas portugueses


Desporto

Foi recentemente desmantelada em Itália uma rede de prostituição de luxo que atuava em Milão e que contou com o envolvimento de dezenas de jogadores de futebol que atuam ou atuaram no campeonato italiano. Entre os nomes que vieram à tona com a investigação, encontram-se o de alguns atletas portugueses.

Escândalo de prostituição em Itália pode envolver futebolistas portugueses

NurPhoto

No total, há mais de 60 atletas envolvidos, nomeadamente os portugueses Rafael Leão, Nuno Tavares e Danny Mota.

Para além dos atletas lusos, destacam-se os seguintes sobrenomes: Carlos Augusto, Petagna, Vicario, Skriniar, Ruggeri, Ranocchia, Arthur Melo, Maldini, Huijsen, Hakimi, Giroud, Bastoni, Scamacca, Ricci, Pinamonti, Bisseck e Calafiori.

Apesar de surgirem na investigação, não significa que os atletas tenham requisitado serviços de prostituição.

Os futebolistas podem ter apenas frequentado as festas organizadas pela agência de eventos que servia de fachada para os serviços de prostituição, a “Ma.De.Milano”.

Até ao momento, nenhum dos desportistas envolvidos está criminalmente acusado.

Como funcionava o esquema

A empresa organizava festas em unidades hoteleiras de luxo, que contavam com a presença de acompanhantes, que eram convidadas a ter relações sexuais com os jogadores que assim o desejassem.

Durante os encontros, era também disponibilizada “droga do riso”, uma substância que causa euforia e confusão e que é indetetável nos habituais testes antidoping a que os atletas são sujeitos.

As autoridades italianas apuraram que foram feitas transferências diretas entre os jogadores e os promotores dos encontros que ascendem a 200.000 euros.

Uma das muitas jovens envolvidas no esquema denunciou o caso em agosto de 2024, garantido que Emanuele Buttini e Deborah Ronchi ficavam com, pelo menos, 50% do valor que recebiam e que as próprias mulheres tinham de pagar o aluguer dos quartos onde mantinham as relações sexuais.

O juiz de instrução responsável elo processo já ordenou o Ministério Público italiano a apreender mais de 1,2 milhões de euros que estavam na posse dos detidos.



SIC Noticias

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