Dia Aberto “As Culturas de Cobertura, a Biodiversidade e a Vida do Solo” evidenciou soluções práticas para reforçar a biodiversidade e a resiliência dos sistemas agrícolas.
Coruche recebeu, no passado dia 23 de abril, o Dia Aberto dedicado ao tema “As Culturas de Cobertura, a Biodiversidade e a Vida do Solo”, uma iniciativa que reuniu especialistas, agricultores e entidades do setor agrícola para discutir e demonstrar, no terreno, as funções que as culturas de cobertura têm no âmbito de uma agricultura mais sustentável do ponto de vista ambiental e económico.

Ao longo da manhã, ficou clara uma ideia transversal: a sustentabilidade dos sistemas agrícolas depende, cada vez mais, da preservação e regeneração do Solo. Um recurso essencial, mas frequentemente negligenciado, cuja degradação ocorre de forma silenciosa, com impactos diretos na produtividade e na resiliência das culturas.
Na mesa-redonda, moderada por Maria Custódia Correia, foram apresentadas diferentes perspetivas que convergem num ponto comum: a necessidade de promover práticas agrícolas que valorizem o funcionamento natural do Solo.

Entre essas soluções, as culturas de cobertura assumem um papel central. Ao serem integradas nas rotações agrícolas, contribuem para melhorar a estrutura do Solo, aumentar a matéria orgânica, reduzir a erosão e potenciar a biodiversidade, salientou André Antunes, consultor em resiliência agropecuária, e responsável pelo campo de ensaio empreendido pelo InovMilho.
Também as empresas Lusosem e Fertiprado apresentaram os resultados de ensaios com diferentes misturas de culturas de cobertura, evidenciando as mais-valias deste recurso.
O evento reforçou, assim, a mensagem de que o futuro da agricultura passa por uma abordagem mais integrada e regenerativa, onde o Solo deixa de ser apenas um suporte produtivo para assumir o papel de elemento central dos sistemas agrícolas.

A iniciativa contou com a presença de Margarida Oliveira, presidente do INIAV, que destacou a importância de “aliar a investigação à produção” e, por isso, a relação entre as entidades públicas e privadas, no caso em particular o trabalho desenvolvido pelo InovMilho e o INIAV na Estação Experimental António Teixeira, são “fundamentais”.
Este evento foi organizado pela ANPROMIS em colaboração com a ANPOC, a AOP, a APOSOLO, o COTARROZ, o COTHN e a FNOP.
Fonte: ANPROMIS
