[
Madagáscar já era um dos países mais pobres do mundo e a passagem do ciclone Gezani ameaça empurrar o país para uma crise ainda mais profunda.
Loading…
A passagem do ciclone Gezani em Madagáscar provocou 62 mortes e obrigou mais de 35 mil pessoas a abandonarem as suas casas. As organizações no terreno alertam para a necessidade urgente de reforçar a ajuda humanitária.
O ciclone atravessou o país no dia 10 deste mês e, visto do espaço, tinha quase o tamanho de todo o território nacional. Na ilha, pouco resistiu aos ventos que ultrapassaram os 200 quilómetros por hora.
Quase duas semanas depois da tempestade, há ainda muito por fazer. Para as equipas no terreno, este é apenas o início de uma crise grave.
“Números provisórios apontam para mais de 60 pessoas que morreram devido à tempestade. Mas isso não retrata verdadeiramente as necessidades e a situação no terreno”, afirmou a chefe de emergências da UNICEF, Gillian Walker.
“Quando não se tem acesso a água, quando não se tem acesso a cuidados de saúde, tudo isso fica comprometido após o ciclone. O verdadeiro impacto e os efeitos secundários são muito difíceis de calcular”, acrescentou.
A maioria das vítimas registou-se em Toamasina, a cidade mais afetada, onde há bairros inteiros completamente destruídos. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 25 mil casas ficaram inabitáveis.
A escassez de água potável é uma das prioridades imediatas.
“Instalámos três áreas temporárias de abastecimento de água, que podem servir até mil pessoas por dia, para fornecer água potável até conseguirmos reabilitar os pontos de água danificados pela tempestade”, explicou Gillian Walker.
“Estamos também a avaliar a instalação de unidades de tratamento de água, capazes de tratar água dos rios e de outras fontes contaminadas após o ciclone”, acrescentou.
Com mais de 470 mil pessoas afetadas e dezenas de milhares de deslocados, o reforço da ajuda humanitária é considerado urgente.
Madagáscar já era um dos países mais pobres do mundo e a passagem do ciclone Gezani ameaça empurrar o país para uma crise ainda mais profunda.
