Os Estados Unidos afirmaram ter destruído uma nova embarcação supostamente ligada ao tráfico de droga em águas internacionais no Oceano Pacífico, num ataque que causou a morte de duas pessoas.
Comando Sul do exército dos EUA / X
O Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina, anunciou na sexta-feira o resultado da operação na rede social X, acompanhado de um vídeo que mostra um pequeno barco a navegar antes de uma explosão afundar a embarcação.
O exército norte-americano reiterou declarações anteriores, alegando que tinha visado dois homens, traficantes de droga, ao longo de rotas de contrabando conhecidas.
O Comando Sul sublinhou que “nenhum membro das Forças Armadas dos EUA ficou ferido”.
O ataque, realizado em águas internacionais perto da Colômbia, ocorreu no mesmo dia em que o líder colombiano, Gustavo Petro, visitou em Caracas para o primeiro encontro com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
Os dois chefes de Estado anunciaram uma cooperação militar entre os dois países, que partilham mais de dois mil quilómetros de fronteira, para combater as máfias e “bandos criminosos”.
Os dois países vão “empreender um esforço comum, profundamente coordenado, para libertar os povos da fronteira das máfias dedicadas a diversas economias ilegais, começando pela cocaína, ouro ilícito, o tráfico de seres humanos”, afirmou Gustavo Petro.
Na segunda-feira, o exército dos Estados Unidos anunciou um ataque contra uma embarcação supostamente ligada ao tráfico de droga no mar das Caraíbas, que causou a morte de três pessoas.
Campanha de ataques
Washington conduz há vários meses uma campanha de ataques no Pacífico e nas Caraíbas contra navios que são apresentados como participando em atividades de tráfico de droga que abastecem os Estados Unidos.
A campanha matou pelo menos 183 pessoas.
A Administração do Presidente norte-americano Donald Trump nunca apresentou provas concretas que permitissem afirmar que os navios visados estavam efetivamente envolvidos no tráfico.
Especialistas e responsáveis da ONU denunciaram as mortes como execuções extrajudiciais.
A presença de navios e aeronaves militares dos EUA em águas internacionais começou nas Caraíbas e antecedeu a intervenção militar de 03 de janeiro, que, em 03 de janeiro levou à captura do então Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da mulher, Cília Flores, que estão atualmente detidos em Nova Iorque para responder a acusações de tráfico de droga. Ambos declararam-se inocentes.
