Cultura

Milhares marcham no Porto contra "os novos fachos" e para mostrar que "Abril está vivo"


País

Milhares de pessoas encheram esta tarde as ruas do Porto para celebrar o 52.º aniversário da Revolução de 25 de Abril, com cravos ao peito, música e desfiles, mostrando que “Abril está vivo”.

De cravos ao peito, no ar ou aos molhos, milhares de pessoas pintaram o Porto de Liberdade, e marcharam, esta tarde de sádo, pelas ruas da cidade contra “os novos fachos” e para “mostrar que Abril está vivo”.

Chegaram novos e chegaram velhos, sozinhos ou em grupo, uns perdidos, outros achados. Pelas 15:00, junto à antiga sede da polícia política no Porto, no Largo Soares dos Reis, a estrada já era curta para os milhares de manifestantes que se juntavam para dar início aos festejos do 25 de Abril na cidade.

“Temos de mostrar que Abril está vivo”, disse à Lusa o antigo sargento “Casanova”, 79 anos, equilibrado em duas bengalas, mas, segundo o próprio, “ainda com força para pôr os fachos a correr”.

Ao fundo, a voz de Zeca Afonso dava o mote. Junto a um semáforo, de ar perdido e encantado, um casal, com um cravo na mão e sem saber muito bem onde o pôr, tentava perceber o que acontecia: “Porque é que está tanta gente na rua? É uma revolução”, questionavam a um polícia.

“Já foi, há 52 anos”, respondeu o agente. As perguntas continuaram. As respostas eram curtas e entre sorrisos atrapalhados o agente avisou que a marcha ia começar. “Já agora, essa flor põe-se ao peito”, disse ainda.

Pelas ruas do Porto desfilaram milhares de pessoas, muitas famílias, muitas crianças, animais de companhia. “É a festa da Liberdade”, explicou à Lusa uma dessas crianças, de 5 anos e de nome “Litos”.

– Com Lusa



SIC Noticias

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