Portugal

Luso-venezuelanos recolhem assinaturas pela libertação de presos políticos

“É preciso ter em atenção que existem famílias à espera de respostas do Governo português”, alertou Lídia Albornoz, da associação Comando Com Venezuela, realçando que o executivo “tem de ser mais eficaz naquilo que está a fazer”.

“Estamos nesta luta e não vamos baixar os braços até que consigamos que os presos políticos, não só os portugueses, mas todos sejam libertados”, reforçou.

A petição pública foi lançada na semana passada e decorre durante mais duas semanas, tendo já sido recolhidas cerca de 400 assinaturas, de acordo com a organização.

Lídia Albornoz lembra que continuam detidos na Venezuela, por motivos políticos, três luso-descendentes de origem madeirense: Juan Rodriguez (desde outubro de 2019), Fernando Venâncio (desde outubro de 2024) e Adrian de Gouveia (desde maio de 2025).

“Vamos continuar com esta petição pública para fazer pressão ao Governo da República, porque é preciso dar mais atenção ao que está a acontecer com os presos políticos na Venezuela”, afirmou, sustentando que o executivo “pode fazer mais e tem de fazer mais”.

Lídia Albornoz manifestou-se confiante de que a petição vai reunir o número de assinaturas necessário para ser debatida na Assembleia da República (entre 2.500 e 7.500) e defendeu que o tema dos presos políticos na Venezuela tem de ser “debatido seriamente” no parlamento.

Segundo a organização não-governamental venezuelana Encontro Justiça e Perdão, continuam detidas por motivos políticos na Venezuela 674 pessoas, entre as quais 30 com dupla nacionalidade e 28 estrangeiros – incluindo cinco cidadãos portugueses.

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