O Governo francês decidiu reduzir o nível de risco da gripe das aves de “alto” para “moderado” devido a uma melhoria na situação epidemiológica, decisão publicada hoje no Diário Oficial.
O decreto, que entra em vigor na segunda-feira, justifica a mudança no estado epidemiológico citando “uma melhoria na situação sanitária” da população de aves.
O risco epizoótico a que as aves domésticas e outras aves em cativeiro estão expostas em caso de infeção de aves selvagens por um vírus da gripe aviária altamente patogénica é classificado em três categorias: “negligenciável”, “moderado” e “alto”.
Desde um decreto de 17 de outubro de 2025, o nível de risco era classificado como “alto”, o nível mais elevado, que implica, principalmente, o confinamento das aves domésticas.
A ativação deste nível de risco mais elevado ocorreu mais cedo do que nos anos anteriores, quando geralmente era acionada apenas em novembro ou mesmo dezembro.
Segundo dados disponíveis no site do Ministério da Agricultura, 121 surtos da doença foram detetados em quintas avícolas em todo o país durante a temporada que começou em agosto de 2025 e terminou em 16 de abril, principalmente no oeste.
Outros 30 casos também foram relatados em unidades avícolas e em aves criadas em cativeiro não comercial durante o mesmo período.
De acordo com a legislação vigente, quando um desses casos é detetado, inicia-se uma série de procedimentos, incluindo o abate de todos os animais da unidade afetada e, se considerado necessário, o abate preventivo dentro de um perímetro definido pela Câmara.
As autoridades veterinárias estabeleceram duas áreas de risco particular, onde as condições naturais aumentam o risco de contaminação de unidades avícolas por animais selvagens.
Uma delas está localizada principalmente entre os departamentos de Pyrénées-Atlantiques e Landes, a poucos quilómetros da fronteira espanhola, no País Basco, e a outra também se estende ao longo da costa atlântica, entre os departamentos de Vendée, Maine-et-Loire e Deux-Sèvres.
A redução do nível de risco de “alto” para “moderado” implica um relaxamento das medidas de monitorização, nomeadamente das restrições à movimentação de animais.
Em meados de janeiro, a Comissão Europeia atualizou as medidas contra a gripe das aves, após 60 novos focos da doença, incluindo um em Portugal, no distrito de Santarém, alterando as zonas de proteção e de vigilância estabelecidas.
Os países que tinham notificado o executivo comunitário de novos focos eram, além de Portugal, a Bélgica, a Bulgária, a Dinamarca, a Alemanha, Espanha, França, a Itália, a Hungria, os Países Baixos, a Polónia, a República Checa e a Suécia.
