Agronegócio

UE: Agricultura representou 1,2% do PIB em 2024, mas perdeu peso no emprego


Em 2024, a agricultura na União Europeia (UE) gerou 1,2% do PIB em valor acrescentado, mais 0,1 pontos percentuais do que em 2009, revelou o relatórioKey figures on the European food chain – 2025 edition” dedicado à cadeia alimentar europeia, divulgado pelo Eurostat.

De acordo com o relatório, com 8,4 milhões de empregos, o peso da agricultura no emprego da Europa tem vindo a diminuir, acompanhando a mecanização e a redução do número de explorações. Em Portugal, o setor manteve-se relativamente estável, com um contributo a rondar 1,6% do PIB.

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Segundo o Eurostat, a proporção do valor acrescentado da agricultura no PIB foi mais elevada na Grécia (3,2%), Roménia (2,5%) e Espanha (2,3%). Seguiram-se Bulgária, Itália e Croácia, todas com 1,8%. Em 12 Estados-membros, a agricultura representou menos de 1% do PIB, com os valores mais baixos no Luxemburgo e em Malta (0,2% em ambos).

Entre 2009 e 2024, o peso do valor acrescentado da agricultura no PIB aumentou em 15 Estados-membros. A Grécia (+0,9 p.p.), a Letónia (+0,6 p.p.) e a Espanha (+0,5 p.p.) registaram os maiores acréscimos. Em sentido inverso, as maiores quebras verificaram-se na Roménia (-2,2 p.p.), Bulgária (-1,4 p.p.), Malta e Croácia (ambas -0,7 p.p.).

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O relatório apontou também para a redução do peso do emprego agrícola e para um perfil etário envelhecido. A agricultura passou de 5,3% do emprego total em 2012 para 4,1% em 2021, e em 2020 cerca de um terço dos gestores agrícolas (33,2%) tinha 65 ou mais anos, enquanto apenas 11,9% tinha menos de 40 anos.

Na transição para práticas mais sustentáveis, o modo de produção biológico ganhou tração. Em 2022, a área em produção biológica atingiu 10,5% da superfície agrícola utilizada da UE, com Portugal a surgir em destaque como o país com maior aumento da quota de área biológica entre 2012 e 2022, passando de 5,5% para 19,3%.

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De acordo com o Eurostat, a UE tinha 9,1 milhões de explorações agrícolas em 2020, responsáveis pela utilização de 38,4% da área terrestre da UE.

A indústria de transformação de alimentos e bebidas tinha, em 2022, cerca de 309 000 empresas na UE, empregava 4,7 milhões de pessoas e gerou 266 mil milhões de euros de valor acrescentado. No mesmo ano, o conjunto de retalhistas e serviços de alimentação e bebidas somava 2,7 milhões de empresas, 16,9 milhões de empregos e 507 mil milhões de euros de valor acrescentado.


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No comércio externo, a UE registou em 2023 um excedente no saldo extra-UE de produtos agrícolas, da pesca e de alimentos e bebidas, com exportações avaliadas em 220 mil milhões de euros e importações de 178 mil milhões de euros.

Em logística, em 2023 foram transportados por veículos pesados registados na UE 1,3 mil milhões de toneladas de produtos agrícolas, florestais e da pesca, e 1,6 mil milhões de toneladas de alimentos, bebidas e tabaco.

Do lado do consumo, em 2022 cada pessoa na UE gastou, em média, 3 980 euros em alimentação, bebidas e serviços de restauração, um aumento de 14,7% face a 2021. Já na vertente ambiental, a agricultura foi responsável por 10,5% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) da UE em 2022.

 

 

 

 



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