Os serviços secretos norte-americanos revelaram que Austin Martin carregava uma espingarda e gás lacrimogéneo quando tentatava entrar na mansão de Donald Trump, na Flórida. O jovem de 21 anos, apoiante do Presidente norte-americano, acabou por ser abatido no local.
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O jovem morto a tiro depois de tentar entrar na mansão de Donald Trump, na Flórida, era um apoiante do presidente norte-americano e estava “obcecado” pelos ficheiros de Epstein.
O incidente aconteceu no domingo, quando o Austin Tucker Martin circulava dentro do perímetro de segurança da residência do Presidente norte-americano, em Mar-a-Lago, munido com uma espingarda e gás lacrimogéneo, avança o jornal The Independent.
Steve Helber
Jovem “obcecado” pelos arquivos de Epstein
Os alarmes soaram quando a família de Austin comunicou o seu desaparecimento durante o fim-de-semana, ainda sem imaginar o desfecho. Acabaram por ficar em choque quando souberam que o jovem morrera na sequência de uma tentativa de invasão à residência de Donald Trump, na Flórida, depois de ter apontado uma arma aos agentes da polícia, que não hesitaram em disparar.
Natural da Carolina do Norte, o jovem vinha de uma família de “apoiantes fervorosos de Trump”, descreveu o primo Braeden Fields, em declarações à Associated Press (AP). Braeden disse ainda que Austin não sabia usar uma arma e era incapaz de “fazer mal a uma formiga”.
Também os colegas do clube de golf descreveram-no como um rapaz tranquilo, que considerava o Presidente norte-americano um “líder forte”, apesar de não estar filiado a qualquer partido político, segundo documentos obtidos pela The News & Observer.
Suspeita-se, no entanto, que Austin terá ficado muito incomodado com as informações presentes nos milhões de documentos relacionados com o caso Epstein e com a possibilidade de o Governo encobrir os crimes, deixando figuras poderosas “saírem impunes”.
“Não sei se leste sobre os Arquivos Epstein, mas o mal é real e inegável”, escreveu Austin Martin numa mensagem para um colega de trabalho no dia 15 de fevereiro, cuja cópia foi obtida pelo TMZ .
O dia em que Austin entrou em Mar-a-Lago e acabou morto pela polícia
Depois de sair de casa, na Carolina do Norte, Austin Tucker Martin terá rumado à Flórida, com o objetivo de entrar na conhecida mansão de Donald Trump. Pelo caminho, terá comprado uma espingarda, revelou Anthony Guglielmi, porta-voz dos serviços secretos.
Já dentro do perímetro de segurança da residência, o jovem foi intercetado pelas autoridades, entre eles agentes dos serviços secretos e da polícia de Palm Beach, por volta das 01:30 horas de domingo. A Austin foi pedido que largasse a arma, mas sem sucesso, relatou Ric Bradshaw, xerife de Palm Beach. O jovem terá levantado a espingarda para a posição de tiro, imediatamente depois de ter lançado o gás lacrimogéneo, num gesto que deixou a polícia sem alternativas.
“Naquele momento, o polícia e os dois agentes dos serviços secretos dispararam as armas”, disse o xerife.
Austin acabou por ser abatido no local. O Departamento Federal de Investigação (FBI) está a investigar o caso, mas ainda não revelou o que poderá ter motivado o ataque.
Embora Trump costume passar os fins de semana em Mar-a-Lago, o presidente estava na Casa Branca, em Washington, durante o incidente, juntamente com a primeira-dama, Melania Trump.
