“O levantamento preliminar realizado pelos serviços municipais aponta para danos superiores a 118 milhões de euros”, refere uma nota de imprensa, especificando que os edifícios municipais apresentam danos superiores a 20 milhões de euros.
Estabelecimentos escolares (28 ME), equipamentos culturais (3 ME), habitação social (30,45 ME), instalações desportivas (10 ME), parques urbanos (6 ME), sinalização vertical (500 mil euros), pavimentos em calçada (350 mil euros), semáforos (200 mil euros), passadiços e ciclovias (3 ME), drenagem pluvial e residual (10 ME) e tecido associativo (8 ME) são as outras das áreas elencadas com prejuízos, sendo que algumas delas o montante dos danos é superior
“Vários dos danos mais graves permanecem ainda em avaliação técnica, nomeadamente os registados na Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e no património da antiga FEIS [Fábrica Escola dos Irmãos Stephens]”, esclarece.
Num ponto de situação sobre os estragos provocados pela depressão Kristin, que em 28 de janeiro atingiu o concelho, a autarquia presidida por Paulo Vicente recorda que “a dimensão dos impactos deixou o território sem energia elétrica, abastecimento de água e comunicações, obrigando à ativação imediata do Plano Municipal de Emergência e à mobilização intensiva de todos os serviços municipais e agentes de Proteção Civil”.
“A tempestade provocou danos extensivos em infraestruturas públicas e privadas, equipamentos educativos, desportivos e culturais, bem como no tecido empresarial, estimando-se que 90% das empresas tenham sido afetadas”, especifica.
A rede escolar sofreu “danos significativos, obrigando ao encerramento de dezenas de estabelecimentos”, sendo que “a reabertura foi feita por fases, com 29 escolas intervencionadas”.
Museu do Vidro, Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e Museu Joaquim Correia continuam fechados.
Segundo os dados da Câmara, “foram ativadas duas zonas de concentração e apoio à população, ambas já desativadas, e distribuídas refeições e bens essenciais a famílias e operacionais”.
famílias afetadasa nota realça a distribuição de 18.183 cabazes de bens essenciais, 7.680 senhas para levantamento de materiais de construção, cerca de 150 almoços e 200 jantares diários para famílias afetadas.
Ainda de acordo com informação da Câmara, “1.150 agregados familiares estão a ser acompanhados pelos serviços municipais de ação social, metade dos quais identificados após o mau tempo”.
No total, 32 entidades colaboraram diretamente nas operações de socorro, limpeza, estabilização, apoio social e logística, refere o município.
A resposta no terreno envolveu Forças Armadas, Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana, equipas municipais e voluntários de todo o país, e apoio de vários municípios e juntas de freguesia.
“Concluída a fase crítica, a autarquia está agora focada na recuperação estrutural, no apoio à retoma económica e na reabilitação integral dos serviços e equipamentos afetados, preparando o enquadramento dos prejuízos em mecanismos de apoio do Estado”, acrescenta.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no dia 15 de fevereiro.
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