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Polícia mata quatro tripulantes de lancha ilegal norte-americana em Cuba

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O procurador-geral da Florida anunciou a abertura de uma investigação após o incidente, prometendo que os “comunistas serão responsabilizados”. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, adiantou que os Estados Unidos estão a monitorizar a situação.

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A Guarda Costeira cubana matou esta quarta-feira quatro tripulantes de uma lancha norte-americana, depois de a embarcação não ter obedecido à ordem de paragem em águas territoriais e ter aberto fogo, adiantou o Ministério do Interior.

O comunicado oficial, também divulgado por vários órgãos de comunicação social estatais, indica que outras seis pessoas a bordo da lancha ficaram feridas no confronto, assim como o comandante da embarcação cubana, que tinha cinco pessoas a bordo.

As autoridades cubanas afirmaram ainda que todos os feridos foram resgatados e receberam assistência médica.

A conta oficial da Presidência de Cuba nas redes sociais declarou que o país reafirma o seu compromisso com a proteção das suas águas territoriais, com base no princípio da defesa nacional, que é um pilar fundamental para o Estado na procura da proteção da sua soberania e estabilidade na região.

O incidente ocorreu na manhã desta quarta-feira, depois das autoridades cubanas terem detetado “uma lancha rápida ilegal em águas territoriais cubanas, registada na Florida, EUA.

Segundo o Ministério do Interior, a embarcação aproximou-se “a nordeste do canal El Pino, no Cayo Falcones, no município de Corralillo, província de Villa Clara” (centro de Cuba), onde uma unidade com cinco membros da Guarda Costeira se aproximou “para identificação”.

De seguida, “a lancha ilegal abriu fogo contra os militares cubanos”, que ripostaram.

Neste confronto, quatro pessoas a bordo da lancha morreram e um total de sete ficaram feridas, seis pessoas que seguiam na embarcação civil e um elemento da Guarda Costeira.

O Ministério do Interior ainda não forneceu informações sobre as identidades ou possíveis motivações dos ocupantes da lancha.

O procurador-geral da Florida, James Uthmeier, anunciou já a abertura de uma investigação após o incidente, prometendo que os “comunistas serão responsabilizados”.

“Ordenei ao Ministério Público que trabalhe com os nossos parceiros federais, estaduais e policiais para iniciar uma investigação. Não se pode confiar no Governo cubano e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para responsabilizar estes comunistas”, frisou Uthmeier nas suas redes sociais.

EUA monitorizam incidente

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, adiantou que os Estados Unidos estão a monitorizar a situação.

“É obviamente uma situação que estamos a monitorizar. Esperamos que não seja tão grave como tememos, mas não posso dizer mais nada porque simplesmente não sei mais nada”, indicou aos jornalistas.

Vance acrescentou que o secretário de Estado Marco Rubio, que está a participar numa cimeira das Caraíbas, o informou anteriormente, mas que “não tinham muitos detalhes”.

Aumento das tensões entre EUA e Cuba

O incidente ocorre no meio de tensões crescentes entre os Estados Unidos e Cuba, depois de Washington ter imposto um embargo petrolífero à ilha e instado Havana a chegar a um acordo.

Foram relatados vários incidentes deste tipo nos últimos anos, dois deles em 2022. Num dos casos, uma lancha norte-americana disparou contra agentes da guarda fronteiriça cubana perto de Villa Clara, ferindo um oficial cubano.

O outro incidente ocorreu em Bahía Honda (oeste), quando uma lancha dos EUA colidiu com uma lancha da polícia marítima cubana, resultando no naufrágio da lancha e na morte de vários tripulantes.

As autoridades insulares relatam frequentemente encontrar lanchas abandonadas ou apreendidas na costa norte (Ciego de Ávila, Villa Clara, Havana), habitualmente utilizadas para o embarque de potenciais migrantes, classificando estas ações como “violações territoriais e tráfico de pessoas”.



SIC Noticias

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