Economia

O que fazer para aumentar o reembolso do IRS?

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Contas Poupança

Todos os anos o IRS é um ‘bicho de sete cabeças’ para milhares de contribuintes. Por falta de informação ou simples inércia, há famílias que desperdiçam centenas ou até milhares de euros porque não sabem usar todas as deduções ou “abatimentos” a que têm direito no IRS.

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Falta um mês para começar a entrega do IRS, mas há prazos que terminam já na próxima segunda-feira. O Contas Poupança explica-lhe o que tem de fazer para aumentar o seu reembolso do IRS.

O mais importante e urgente é validar – até à próxima segunda-feira – as suas faturas pendentes no portal E-fatura. Já devia ser um hábito mensal, mas isso ainda não acontece.

Se não confirmar que todas as faturas pendentes estão nas categorias certas até dia 2 de março, e as de todos os membros da sua família, elas vão automaticamente para despesas gerais familiares. Ou seja, pode estar a perder até 1.000 euros em deduções na saúde e até 800 euros em educação. Além disso, ainda tem mais 250 euros que pode ir buscar nas faturas que pediu ao longo do ano em vários setores de atividade.

Estas despesas permitem descontar 15% do IVA que pagou em cada uma delas. Pode parecer pouco, se analisar uma a uma, mas todas juntas – ao fim do ano – podem representar mais 250 euros, além dos 250 euros das despesas gerais familiares que praticamente todas as famílias conseguem atingir rapidamente.

Se para si não for prático fazer a validação das faturas no computador, pode usar a aplicação no telemóvel que também se chama “E-fatura”. Em poucos minutos pode cumprir essa tarefa que pode aumentar o seu reembolso do seu IRS.

Outra coisa que deve fazer rapidamente é atualizar o seu agregado familiar. Se não houve alterações até 31 de dezembro de 2025, não tem de fazer nada, mas se nasceu um filho, se casou, se houve um divórcio ou morreu alguém, é extremamente importante que vá ao Portal das Finanças e escrever “agregado familiar” para o atualizar.

Vamos a outra situação que pode aumentar o seu reembolso do IRS. Se vive ou tem filhos a estudar no interior do país ou nas ilhas, tem direito a deduções maiores. E isto aplica-se também a todos os que moram lá e não apenas a quem tem os filhos lá a estudar. Em vez de apenas 800 euros de educação, vai poder descontar mais 10% até ao limite de mil euros.

Mas para isso tem de comunicar num formulário a instituição de ensino dos seus filhos. Pesquise “despesas educação interior” e escolha o concelho onde está a escola. Se fizer depois de 2 de março, perde este benefício.

Atenção: não confunda com “estudante deslocado”. Isso é só para quem tem um contrato de arrendamento por estudar a mais de 50 quilómetros de casa. Aí a dedução ainda é maior. Pode chegar aos 1.100 euros. Mas não acumula com o estudar no interior. Tem de escolher o que for mais vantajoso para si.

Há outra vantagem para quem se mudou para o interior do país. Pode descontar 15% das rendas de casa até ao limite de 1.000 euros. É bastante mais do que se viver nas grandes cidades do litoral.

Pesquise: “rendas território interior” e vai encontrar o formulário. Veja se a sua freguesia está abrangida. Se sim, pode aumentar o valor do seu reembolso do IRS em mais cerca de 300 euros.

Se é senhorio e não passa recibos eletrónicos, não se esqueça de que tem também até dia 2 de março para entregar a declaração do Modelo 44, com o valor total das rendas que recebeu em 2025. E se é inquilino, relembre o seu senhorio. Se não estiver tudo bem preenchido e entregue pode estar a perder até 700 euros em deduções.

Este pormenor é importante porque nem todas as suas despesas vão aparecer no E-fatura. Não estranhe, é mesmo assim: as rendas, os juros do crédito à habitação, as propinas, taxas moderadoras e seguros só vão aparecer nesta outra página que só vai ficar pronta até 15 de março. A razão é simples: são recibos e não faturas.

O que não aparecer aqui ou estiver com valores errados, vai ter de corrigir manualmente no modelo 3, quando começar a entrega do IRS a partir de 1 de abril.



SIC Noticias

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