Empresários aguardam com expectativa uma decisão final do presidente norte-americano e pedem pulso firme e uma maior intervenção da União Europeia.
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Donald Trump quer manter as tarifas aplicados aos produtos importados pelos Estados Unidos da América. Caso mantenha essa decisão, o impacto poderá sentir-se em vários setores em Portugal, como o caso dos têxteis e dos vinhos.
Depois da chumbo do Supremo Tribunal à aplicação de tarifas comerciais defendidas por Donald Trump, o presidente norte-americano foi célere a mudar e a reformular a estratégia, avançando com taxas alfandegarias.
Se essas taxas avançarem já é possível prever o impacto em Portugal, até porque os efeitos já se começaram a sentir o ano passado.
No setor do têxtil, depois do anúncio de tarifas em abril de 2025, as quebras rondaram os 15 milhões de euros comparando com 2024. Este novo anúncio poderá provocar quebras ainda maiores.
Os Estados Unidos representam 8% das exportações do têxtil, o aumento das tarifas faz diminuir a competitividade e, por consequência, as encomendas.
Em declarações à SIC, Ana Dinis, da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, são muitos os clientes americanos, sendo que também se fazem exportações diretas para o mercado.
“Também temos muito clientes na Europa que mandam produzir em Portugal, para depois exportarem para os Estados Unidos”, explica.
Com estas taxas, Trump quer pressionar a importação, sendo que o vinho será outro setor que pode vir a ser muito afetado.
“Cerca de 25% das nossas vendas destinam-se ao mercado dos norte-americano. Tem um peso considerável nas nossas vendas”, confessa Ricardo Diogo, da empresa vinhos Barbeito.
Recentemente produtores e importadores encontraram-se no Palácio da Bolsa no Porto, para um evento e não escondem a preocupação.
Nuno Pires, da empresa Essência de Vinho, realça a necessidade de adaptação.
“Sabemos que isto agora vai ser uma constante. Vamos ter de nos habituar a negociar, isto é um alerta à Europa, que nos últimos anos tem estado estagnada”.
Todos aguardam com expectativa uma decisão final do presidente norte-americano e pedem pulso firme e uma maior intervenção da União Europeia.
