A proposta da criação de novos centros de referência foi colocada em cima da mesa por Ana Paula Martins, ministra da Saúde, depois de quatro hospitais do Norte terem dado o alerta para as longas listas de espera.
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Os diretores de três dos principais serviços de cardiologia não concordam com a criação de novos centros de referência, como propõe a ministra, para diminuir as listas de espera. Em entrevista à SIC, o diretor no Santa Maria diz que basta reforçar os centros que já estão em funcionamento
Fausto Pinto é um dos diretores de três dos principais serviços de cardiologia do país que não concordam com a abertura de novos centros de referência. Do ponto de vista dos profissionais de saúde, a solução é reforçar os centros que já existem.
A posição foi manifestada através de uma carta aberta, também assinada pelos diretores do serviço de cardiologia da Unidade Local de Saúde de Coimbra e da ULS de Gaia e Espinho.
“Os nossos centros estão todos em condições de aumentar a sua atividade se nos forem dados mais recursos. Na área cardio-vascular temos tido dificuldades na área cirúrgica em ter anestesistas, recursos humanos, para fazermos aquilo para que estamos preparados (…)”, afirma Fausto Pinto, diretor do departamento Coração e Vasos ULS Santa Maria.
A proposta foi colocada em cima da mesa por Ana Paula Martins, depois de quatro hospitais do Norte terem dado o alerta para as longas listas de espera.
Os diretores acreditam que criar novas estruturas vai fragilizar o modelo que está em vigor desde 2023.
Nesse ano, foi dada luz verde à criação de dois centros cirúrgicos, um deles em Braga, que começou a funcionar há dois meses e que está a 20% da capacidade.
