Economia

Porta-chaves encontrado junto ao cadáver em Tabuaço liga corpo a Francisca Sousa

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A brasileira está desaparecida desde a noite de 20 de junho.

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Tudo leva a crer que o cadáver encontrado esta quinta-feira em Tabuaço é da mulher que desapareceu em junho do ano passado.

O corpo, em avançado estado de decomposição, foi encontrado muito próximo do local de trabalho e da casa de Francisca Sousa. Estava no meio do mato, ao lado de uma vinha onde os trabalhadores faziam a poda.

O alerta foi dado por um dos homens, que se afastou do local e avistou as ossadas.

“Andava ali a fazer a poda na vinha, veio comprar cerveja e disse que vinha um bocadinho preocupado e a tremer porque tinham encontrado um cadáver e eu achei assim um bocadinho fora do normal. Depois começou a dizer que encontraram uma sapatilha com uma meia e que tinha cabelos de fora e começou a dizer que desconfiava que seria a Francisca”, relatou um morador.

O cadáver ainda apresentava cabelo, muito parecido com o da brasileira. Os trabalhadores agrícolas encontraram também um porta-chaves com o nome da rua onde vivia Francisca.

Indícios muito fortes levam a crer que se trata do corpo da mulher que desapareceu há mais de meio ano, em Tabuaço. O local, junto ao cemitério, foi vedado e, durante várias horas, elementos da polícia científica da Judiciária procuraram pistas para tentar finalmente desvendar o mistério que sobressaltou a vila no verão.

“No meio da mata, debaixo de um palhal, era fácil escondê-la. Se andou aí a Judiciária com os cães peritos, porque é que não descobriram o corpo mais cedo?”, questiona uma residente.

“Falava-se na altura que tinham feito buscas aqui à volta, ao pé da casa dela, mas também há quem diga que andaram com cães e outros que dizem que não, que era mentira. Seja como for, é aqui muito perto, no meio da vila, o que é um bocado estranho”, acrescentou o outro morador.

A brasileira estava desaparecida desde a noite de 20 de junho. Foi o patrão quem alertou as autoridades no dia seguinte.

Na altura, o namorado foi considerado suspeito, quando a família descobriu que não era cirurgião, como dizia ser, e que afinal vivia há anos com outra mulher. O homem, da zona de Lisboa, nunca foi constituído arguido e foram seguidas outras linhas de investigação.



SIC Noticias

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