Economia

Cabaz alimentar da DECO Proteste aumentou 70 euros desde o início da guerra na Ucrânia

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Nos últimos quatro anos, o cabaz, que inclui mais de 60 produtos, aumentou 37,88%, com destaque para a pescada fresca e a carne de novilho, os bens alimentaares cujo preço mais aumentou.

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Em 2022, os produtos analisados custavam 183,63 euros, enquanto em 2026 é necessário desembolsar 253,19 euros para adquirir as mesmas seis dezenas de bens (+37,88%). Ou seja, mais 69,56 euros.

Os maiores aumentos percentuais foram os da pescada fresca (104%), da carne de novilho para cozer (97%) e do peixe-espada-preto (87%).

Qual é a explicação para a subida de preços?

“A invasão da Rússia à Ucrânia, de onde eram provenientes grande parte dos cereais consumidos na União Europeia (e em Portugal) veio pressionar, em 2022, o setor agroalimentar, que estava há já vários meses a braços com as consequências da pandemia de covid-19 e da seca vivida em Portugal. A limitação da oferta de matérias-primas e o aumento dos custos de produção, nomeadamente dos fertilizantes e da energia, necessários à produção agroalimentar, refletiu-se, por isso, num incremento dos preços nos mercados internacionais e, consequentemente, nos preços ao consumidor de produtos como a carne, os hortofrutícolas, os cereais de pequeno-almoço ou o óleo vegetal em 2022”, explica a DECO Proteste.

O cabaz atingiu em fevereiro o valor mais elevado dos últimos quatro anos e desde o início de 2026 já aumentou 11,36 euros.

Comparativamente à passada semana, os mesmos produtos custam menos 0,08 euros. Os produtos cujo preço mais aumentou foram os flocos de cereais (21% – 2,85 euros por quilo), o peru perna (16%-5,88 euros por quilo) e a couve-coração (12%1,77 euros por quilo).

Este cabaz, que é atualizado semanalmente, inclui carne, congelados, frutas, legumes, laticínios, mercearia e peixe.



SIC Noticias

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