Inicialmente os Clintons só queriam depor por escrito, mas a ameaça feita pelo Congresso acabou por os levar a um depoimento presencial. Bill Clinton assegura que nunca teria viajado no avião de Epstein se soubesse dos crimes e, que o teria denunciado para que a justiça o julga-se.
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O antigo presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, bem como a sua mulher, Hillary Cliton, sentiram-se intimidados com a quantidade de polícias e jornalistas à porta de sua casa em Chappaqua, no norte do Estado de Nova Iorque, e aceitaram depor à porta fechada perante um comité de congressistas.
No entanto, Lauren Boebert, aliada de Donald Trump tirou fotografias sem autorização durante o comité e enviou-as para as redes sociais MAGA.
O vídeo e a transcrição da audição hão de ser divulgados, em que se verá como foi a linha de interrogatório, por um congressista.
“Começaram a fazer-me perguntas sobre OVNI e uma série de perguntas sobre o Pizzagate, uma das teorias da conspiração mais horríveis e falsas que circulam na internet”, contou Hillary Clinton, ex-secretária de Estado dos EUA.
“Fizemos muitas perguntas, mas não ficamos satisfeitos com as respostas que recebemos”, disse James Comer, presidente do Comité Congressista.
De início, os Clintons só queriam depor por escrito, mas a ameaça feita pelo Congresso acabou por os levar a um depoimento presencial.
“Eu sei o que vi, e mais importante, sei o que não vi. Eu sei o que fiz, e mais importante, sei o que não fiz. Eu não vi nem fiz nada de errado”, divulgou Bill Clinton sobre a sua declaração inicial.
O antigo presidente assegura que nunca teria viajado no avião de Epstein se soubesse dos crimes e, que o teria denunciado para que a justiça o julga-se.
Contudo, forçar um ex-presidente a depor abre um precedente para que Trump, largamente referido nos ficheiros Epstein, possa também ser intimado assim como a atual primeira-dama, Melania Trump, que privou muito com o milionário pedófilo. Este precedente intensifica-se principalmente se os democratas vencerem as eleições intercalares, em novembro, e passarem a controlar a Câmara dos Representantes.
Em Bruxelas, a Comissão Europeia anunciou uma investigação à atuação do britânico Peter Mandelson, ex-representante da União Europeia para o Comércio, quando o Reino Unido era estado-membro.
