O programa nuclear iraniano, iniciado com apoio norte-americano durante a Guerra Fria, transformou-se ao longo de décadas num dos principais focos de tensão internacional, marcado por sanções, confrontos diplomáticos e recentes ataques militares.
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O programa nuclear iraniano teve início nos anos 1950 com apoio dos Estados Unidos, então aliados de Teerão, com o objetivo declarado de produzir energia para fins civis. A cooperação manteve-se até à Revolução Islâmica de 1979, que derrubou a monarquia do xá e instaurou uma república islâmica, transformando o Irão e os EUA em adversários estratégicos e colocando o programa nuclear sob forte escrutínio internacional.
Ao longo das décadas seguintes, o tema motivou sanções, inspeções e crises diplomáticas, apesar de Teerão garantir que o projeto tem fins pacíficos.
Em 2015 foi assinado um acordo internacional para limitar o desenvolvimento nuclear iraniano, mas a saída dos Estados Unidos do entendimento, em 2018, levou ao agravamento das tensões e ao reforço das atividades nucleares por parte do Irão.
Em junho de 2025, ataques de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas marcaram uma nova escalada militar, sem uma confirmação clara da extensão dos danos.
Desde então, o Irão restringiu o acesso de inspetores internacionais e reforçou a sua influência regional através de alianças e grupos armados no Médio Oriente, mantendo o dossiê nuclear como um dos principais focos de instabilidade global.
