A escalada do conflito está a provocar reações dentro da diáspora iraniana, onde a esperança na mudança política do país parece crescer.
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Israel e Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irão, este sábado, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanos na região e alvos israelitas. A escalada do conflito está a provocar reações dentro da diáspora iraniana, onde a esperança na mudança política do país parece crescer.
Para Sanaz Zadegan, membro da comunidade iraniana, os recentes acontecimentos não são vistos como uma “guerra”, mas como um “apoio humanitário” enviado pelos EUA, que marca um ponto de viragem na luta contra o regime islâmico.
A ativista recordou o testemunho de uma prima no Irão, que reagiu aos ataques com esperança, acreditando que podem representar o fim do regime.
“Ela estava felicíssima, aos gritos, a dizer: ‘Sanaz, aconteceu, vamos conseguir ver-nos livres deste regime. Se calhar esta é a última mensagem que vais ouvir de mim, mas diz ao mundo que, se eu morrer, é pela liberdade do Irão e morro feliz‘”, conta.
Ainda assim, o futuro do país permanece incerto. Sanaz reconhece a capacidade do regime em manter a sua influência através de estruturas militares.
“Estamos a falar de um regime que tem as suas teias terroristas no Irão e fez um trabalho ideológico de criar milícias internas tanto no Irão, como Iraque e Líbano”, explica.
Apesar disso, afirma existir alguma confiança entre setores da oposição, apontando para o plano apresentado por Reza Pahlavi, filho do último xá, que propõe uma fase de transição política sem vazio de poder, culminando num referendo nacional supervisionado internacionalmente com vista à democratização do Irão.
