Em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, as forças iranianas tiveram como alvos várias bases militares com presença norte-americana no Golfo Pérsico. Mas houve outras zonas atingidas, incluindo populares destinos turísticos como o Abu Dhabi e o Dubai. Há, pelo menos, um morto e vários feridos.
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Um destino turístico foi alvo da resposta iraniana. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos dizem que interceptaram mais de uma centena de mísseis e cerca de 200 drones que apontavam a instalações militares na região.
O icónico Burj Al Arab, um dos hóteis mais luxuosos do mundo, foi atingido por destroços de um missil. Um cenário que se repetiu em outros pontos da cidade, como o The Palm, uma zona turística onde, pelo menos, um hotel sofreu danos.
“Era 1h30 da manhã, sentimos um forte impacto e dispararam os alarmes do hotel. Tivemos a comunicação de que deviamos abandonar imediatamente o hotel, o que fizemos, e quando chegámos à receção do hotel já estavam os bombeiros, as ambulâncias, a segurança”, relata o português Pedro Marinho Falcão.
Também o aeroporto do Dubai, o mais movimentado da região foi afetado. Quatro pessoas ficaram feridas.
Os principais aeroportos do Médio Oriente estão encerrados, naquela que é já considerada uma das piores situações dos últimos anos para a aviação comercial. Há milhares de passageiros com voos cancelados em todo o mundo.
A uma hora de carro do Dubai, Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, tem uma base militar norte-americana que também foi atingida.
As autoridades confirmam a morte de uma pessoa e há um número indeterminado de feridos, além de poucos pormenores sobre danos ou estruturas afetadas. Este domingo continuaram a ser ouvidas explosões.
“De noite ouviram-se bastante mísseis a serem intercetados mas desde as 10h00 que as coisas aqui no Dubai estão mais tranquilas. Sentimo-nos mais seguros aqui do que em qualquer lado na Europa”, conta a portuguesa Maria Barros Moreira.
O Qatar e o Bahrain são outros dois países com interesses norte-americanos, nomeadamente instalações militares que estão a ser alvo do contra-ataque iraniano.
Pelo segundo dia consecutivo, o som das explosões e as colunas de fumo no horizonte, deixam a população em alerta, tanto em Doha, capital do Qatar, como em Manama, no Bahrain. São países que estão do outro lado do Golfo Pérsico e que em comum têm a forte presença militar norte-americana.
A resposta do Irão faz temer uma escalado do conflito no Médio Oriente. Emirados Árabers Unidos, Qatar e Bahrain ponderam responder caso os ataques continuem.
