Em cada casa há, em média, mais de 70 materiais elétricos, sendo os telemóveis o que as pessoas mais guardam.

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Em cada casa há, em média, mais de 70 materiais elétricos, sendo os telemóveis o que as pessoas mais acumulam. A reciclagem destes materiais bateu um valor recorde no último ano, mas garantir a recolha e evitar desvios nos mercados paralelos ainda são grandes desafios.
A SIC acompanhou um dia do projeto porta–a–porta do Eletrão, que vai diretamente a casa dos cidadãos.
Quando Duiliu e Tiago batem à porta, do outro lado já se sabe do que se trata. Este serviço, agendado, percorre 12 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e da Região Oeste.
O balanço de 2025 é positivo, foram recolhidas e enviadas para reciclagem 45 mil toneladas de equipamentos elétricos, o que equivale a quatro quilos e meio por cidadão.
“A ideia do porta-a-porta era um combate à deposição na via pública. Ainda não está ganho, mas demos um passo muito importante com este serviço”, explicou Pedro Nazareth, CEO do Eletrão.
O porta-a-porta é essencial nesse combate, mas os pontos de recolha também fazem parte da ronda de Duiliu e Tiago. São mais de 15.500 espalhados pelo país.
Há espaço para diferentes tipos de elétricos, como lâmpadas, pilhas, baterias, mas mesmo assim, ainda aparece o que não é suposto.
Em cada casa há em média 80 pilhas, 13 objetos elétricos que não são usados, apesar de funcionarem, e 74 pequenos equipamentos, sendo os telemóveis aqueles que as pessoas mais acumulam.
Cada camião que Duiliu e Tiago enchem é um passo para evitar mais lixo em aterro e reaproveitar os materiais raros que fazem muitos destes objetos.
