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Os líderes da França, Alemanha e Reino Unido estão prontos para tomar medidas defensivas face aos ataques iranianos. Londres elaborou planos de evacuação em massa para os cidadãos britânicos na região do Golfo Pérsico.
Thomas Kienzle
Os líderes alemães, franceses e britânicos declararam-se este domingo prontos para “ações defensivas necessárias e proporcionadas” face às respostas iranianas, para “destruir na origem” as capacidades militares de Teerão.
“Tomaremos medidas para defender os nossos interesses e os dos nossos aliados na região”, potencialmente impedindo a República Islâmica de disparar mísseis e drones, alertou o grupo E3, que reúne França, Alemanha e Reino Unido, numa declaração conjunta.
Teerão respondeu à ofensiva americana e israelita iniciada no sábado com ataques em todas as direções contra vários países vizinhos, nomeadamente aqueles que albergam bases americanas, e Israel, onde nove pessoas foram mortas no domingo, segundo os serviços de emergência.
Os líderes europeus dizem estar “consternados” com estes ataques “cegos e desproporcionados” que afetam países do Médio Oriente não envolvidos na operação militar inicial.
Os ataques “visaram os nossos aliados próximos e ameaçam o nosso pessoal militar e civil em toda a região”, acrescenta o comunicado, garantindo que estas medidas defensivas serão discutidas com os Estados Unidos e os seus aliados na região.
O Reino Unido anunciou hoje que elaborou planos de evacuação em massa dos seus cidadãos que estão presos nos países do Golfo Pérsico devido à suspensão dos voos, segundo fontes oficiais britânicas.
A possível evacuação foi planeada para o caso de se prolongarem os cancelamentos dos voos com destino à região, que, por enquanto, estão em vigor até segunda-feira, inclusive.
As autoridades britânicas aconselham os nacionais na região que permaneçam onde estão e continuem atentos às orientações do Ministério dos Negócios Estrangeiros, além de registarem a sua presença online para aqueles que permanecem nos países mais afetados: Israel, Palestina, Emirados Árabes, Barém e Catar, estimando que o número total ultrapasse centenas de milhares.
No domingo, Washington também informou sobre os primeiros soldados americanos mortos na operação que levou à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.
O Irão não estabelece “nenhum limite” ao seu direito de se defender, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, numa entrevista à cadeia de televisão americana ABC.
“O que os Estados Unidos estão a fazer é um ato de agressão. O que nós estamos a fazer é defender-nos. É muito diferente”, insistiu.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.
