O estreito de Ormuz, estratégica passagem marítima de apenas 34 quilómetros de largura é crucial para países produtores como Arábia Saudita, Iraque e Kuwait, e afeta principalmente importadores asiáticos como China e Índia.
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O preço do petróleo pode estar prestes a disparar depois do ataque ao Irão. O estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, está bloqueado, e a ameaça é global.
A norte, o Irão. A sul, Omã e os Emirados Árabes Unidos. Esta estratégica passagem marítima tem apenas 34 quilómetros de largura no ponto mais estreito e recebe o nome de uma antiga cidade à entrada do Golfo Pérsico.
O estreito de Ormuz é, todos os dias, a porta de saída de 20 milhões de barris de petróleo, o equivalente a 20% do consumo mundial. É também rota do comércio de gás natural liquefeito.
É utilizado pela Arábia Saudita, o segundo maior produtor do mundo, pelo Iraque, o Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos.
O bloqueio iraniano e a suspensão de operações das maiores companhias marítimas do mundo colocam em risco todos os que dependem do estreito de Ormuz, sobretudo a China.
No primeiro trimestre do ano passado, a China importou por esta rota cinco milhões e 400 mil barris por dia. A Índia, mais de dois milhões; e a Coreia do Sul, um milhão e 700 mil.
Menos dependentes que a Ásia, a Europa e os Estados Unidos importaram entre 400 mil e 500 mil barris, o suficiente para gerar receios em alguns líderes europeus.
Sem se referir ao ataque contra o Irão, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou que vai aumentar a produção em mais de 206 mil barris por dia.
Na sexta-feira, ainda antes da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, o barril de petróleo Brent ultrapassou os 72 dólares, cerca de 61 euros. Este é o valor mais alto dos últimos sete meses. Os mercados reabrem esta segunda-feira com o receio internacional de uma escalada de preços.
