Economia

Uma nova era está a chegar à Fórmula 1: o que muda com o novo regulamento e como pode influenciar a luta pelo título?

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A Fórmula 1 prepara-se para entrar numa nova era, assinalando um ponto de viragem profundo e exigente na história da modalidade, que desde 2022 não registava alterações de tal dimensão. Esta temporada traz mudanças estruturais relevantes aos monolugares, que vão muito além de meros ajustes técnicos. As equipas terão de se adaptar a novos modelos de motorização e aerodinâmica, dois fatores determinantes para o desempenho em pista. Em paralelo, as alterações abrangem também a vertente estética e a própria carroçaria dos carros.

De que forma o novo regulamento pode redefinir a disputa pelo Campeonato de Pilotos e Construtores, num ano em que a estreia de uma 11.ª escuderia promete agitar a grelha tradicional de 10 equipas?

A revolução que vai virar o paddock do avesso

2026 já é tratado como o ano zero da Fórmula 1 moderna. A competição prepara-se para uma das maiores reformas regulamentares da sua história recente: novos motores, novo chassis, nova aerodinâmica, novos pneus, combustível 100% sustentável, praticamente um campeonato dentro do campeonato.

Mas as equipas não começaram ontem. Trabalham nestes monolugares há largos meses, conscientes de que os regulamentos terão um ciclo de cinco temporadas.

Quem acertar à primeira pode construir uma era. Basta recordar o domínio da Mercedes a partir de 2014, que se prolongou até 2020, antes de ser seriamente ameaçada pela Ferrari e Red Bull.

O novo rosto da velocidade

“Mais curtos, estreitos, leves e ágeis” são as palavras-chave que definem os monolugares a partir desta temporada.

O design dos carros foi totalmente revisto com as novas alterações técnicas. Nos últimos dois meses, todas as 11 equipas – McLaren, Mercedes, Red Bull, Ferrari, Williams, Racing Bulls, Aston Martin, Haas, Audi, Alpine e Cadillac – revelaram o visual dos seus monolugares: algumas apresentaram novidades arrojadas, enquanto outras mantiveram a tradição.

Como seria de esperar, as alterações têm também um impacto direto no peso dos carros, que passam a ser 30 kg mais leves, com o peso mínimo a descer de 798 kg para entre 768 e 770 kg. Os monolugares ficam ainda 20 cm mais curtos e 10 cm mais estreitos, com um entre-eixos de 3,4 m e 1,9 m de largura.

Para se ajustarem aos novos carros da temporada, os pneus sofreram alterações nas dimensões. Segundo a Pirelli, o diâmetro total reduziu 15 mm nos dianteiros e 10 mm nos traseiros, enquanto a largura da banda de rodagem caiu 25 mm à frente e 30 mm atrás. O diâmetro das jantes mantém-se nas 18 polegadas.

Aerodinâmica reinventada e asas mais simples

As asas dianteiras e traseiras foram simplificadas, com menos elementos aerodinâmicos e a eliminação da asa inferior traseira (a chamada “beam wing”). O intuito? Diminuir o arrasto e tornar os carros mais eficientes em reta, ainda que com menos carga aerodinâmica em curva.

Gabriel Bortoleto (Audi)

Joe Portlock

Estima-se uma redução de cerca de 30% do downforce e até 55% do arrasto, que altera significativamente o comportamento dos carros em pista.



SIC Noticias

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