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Os especialistas alertam para a subida da taxa de inflação. Por enquanto, não se prevê a subida das taxas de juro nem uma crise energética, como aconteceu devido à guerra na Ucrânia.
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Com a guerra no Irão e a subida do petróleo nos mercados financeiros, os preços dos combustíveis deverão subir já na próxima semana.
Os especialistas alertam para a subida da taxa de inflação, mas, por enquanto, não se prevê a subida das taxas de juro nem uma crise energética, como aconteceu devido à guerra na Ucrânia.
Com interrupções no estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, e os ataques a petroleiros que passam na região, os mercados financeiros abriram esta segunda-feira no vermelho, e como seria de esperar as cotações do petróleo dispararam.
À SIC, a analista de mercados, Catarina Castro, explicou que a expetativa é que o preço do petróleo não ultrapasse os 90 dólares por barril.
“Esta situação não significará o preço nos três dígitos, e nesse enquadramento a taxa de inflação não se situará acima dos 5%, no pior dos cenários”, referiu.
A subida do ouro negro vai fazer subir a inflação, mas numa primeira fase vai sentir-se na carteira na ida ao posto de combustível. No entender da analista de mercados, esta subida é “natural que se sinta na próxima semana, mas ainda mais nas próximas duas ou três”.
O gasóleo já subiu 10 cêntimos desde o arranque do ano e não vai ficar por aqui. Sobre a possibilidade do Governo travar o descongelamento do ISP, a analista explica que essa não é uma decisão que cabe ao governo localmente, e que advém da União Europeia.
Já o ministro da Economia e Coesão Territorial garante que o Governo está atento.
“O aumento do preço do petróleo não é uma boa notícia, mas temos de considerar que Portugal hoje já resiste muito melhor a esta situação do que no passado”, referiu Manuel Castro Almeida.
Os preços dos alimentos também deverão subir. Ainda não se prevê uma crise energética como a de há quatro anos, mas com o risco da subida generalizada dos preços, o Banco Central Europeu poderá ter de rever a taxa de inflação.
Tudo vai depender do tempo que a guerra durar, sendo que quanto mais prolongada for, maiores são os riscos para a economia e sobretudo para o bolso das pessoas.
