As economias asiáticas são as que mais podem sofrer diretamente com esta situação.

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Em reação ao conflito no Médio Oriente, o preço do petróleo está a subir desde que começaram os ataques contra o Irão. Esta manhã, o valor do barril chegou a aumentar quase 13% nos principais mercados, enquanto as bolsas abriram em queda.
O preço do barril esteve perto dos 80 dólares, pouco mais de 68 euros, na abertura dos mercados, atingindo o valor mais alto dos últimos nove meses.
O aumento reflete a preocupação com o conflito no Médio Oriente e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do tráfego global de crude. O receio é de que uma guerra na região possa causar a interrupção do fornecimento mundial.
Para precaução, o Departamento de Transportes dos EUA emitiu uma recomendação a aconselhar os navios comerciais a evitarem navegar pelo estreito de Ormuz, pelos golfos Pérsico e de Omã e pelo Mar Arábico.
Centenas de navios, transportando todo o tipo de produtos, estão impedidos de navegar, muitos deles ancorados com a carga à espera, sem saber para onde se dirigir.
As economias asiáticas são as que mais podem sofrer diretamente com esta situação. Muitos países do continente já procuram outros fornecedores e novas rotas comerciais para o petróleo e o gás natural.
As bolsas, entretanto, também reagiram, embora de forma moderada. As principais praças europeias e asiáticas abriram em baixa esta segunda-feira, mas os valores de negócio, apesar das perdas, nunca caíram mais de 3%. Ou seja, para já, não há sinais de pânico.
Os investidores permanecem atentos, à espera de que este novo conflito no Médio Oriente se resolva rapidamente.
