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A Comissão Europeia defende que a via diplomática é a única solução duradoura no Irão. Ursula von der Leyen diz que é preciso trabalhar para diminuir a tensão entre Washington e Teerão e impedir que o conflito alastre a outros países no Médio Oriente.
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As primeiras palavras de Ursula von der Leyen foram de esperança renovada para o povo que vive oprimido no Irão: “Há uma esperança renovada para o povo oprimido do Irão, e apoiamos veementemente o seu direito de determinar o seu próprio futuro”.
Para a União Europeia, a via preferencial para resolver a crise no Irão continua a ser a diplomática, mas condena os ataques do Irão e dos aliados de Teerão, nomeadamente à refinaria na Arábia Saudita ou à base militar britânica no Chipre.
“Temos de trabalhar arduamente para atenuar e impedir que o conflito se alastre. Nas últimas horas, assistimos a inúmeros ataques, incluindo um ataque com drones contra a base aérea britânica em Chipre. Assistimos também a um ataque contra as instalações petrolíferas da Saudi Aramco. E condeno veementemente estes ataques imprudentes e indiscriminados perpetrados pelo Irão e pelos seus representantes contra territórios soberanos em toda a região”, declarou.
O ataque com drones atingiu a pista do aeroporto militar britânico. Os danos foram menores mas o Presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, reafirma que o país não está, nem quer estar envolvido no conflito.
“Quero deixar claro que o nosso país não está a participar de forma alguma e não pretende fazer parte de nenhuma operação militar”, afirmou.
Esta segunda-feira, o terminal do aeroporto de Pafos na costa oeste da ilha foi evacuado depois do ter sido encontrado um objeto suspeito.
Em relação à base britânica, a ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido tem sido cautelosa nas palavras mas explica que o Reino Unido não participou no ataque dos EUA e que o acordo com Washington para o uso das bases britânicas é limitado.
O país nesta altura está a trabalhar para retirar quase 300 mil cidadãos britânicos que estão na região do Golfo.
Já França entende que os ataques dos EUA e de Israel deviam ter passado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas face à resposta iraniana Paris vai enviar dois navios de guerra para o Mar Vermelho para defender os países do Golfo e da Jordânia.
A chefe da diplomacia europeia reconhece que o número de pedidos de proteção na região do Golfo aumentou e, por isso, a missão naval da União Europeia para o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico e o Oceano Índico vai ser reforçada com mais navios para fortalecer a segurança marítima na região.
