ENTREVISTA SIC NOTÍCIAS
O Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes comparou os estragos a um ‘ambiente de guerra’ e sublinhou o impacto inesperado na comunidade.

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Em Leiria, a depressão Kristin deixou centenas de casas e negócios destruídos. Em várias zonas da cidade, continuam visíveis os sinais da passagem da tempestade.
Em entrevista ao Jornal do Dia, da SIC Notícias, o Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, recorda a passagem da tempestade Kristin na região como um dos momentos mais difíceis da história recente do concelho, sublinhando a dimensão inesperada dos estragos e o impacto profundo na vida das populações.
“A madrugada da catástrofe marcou o início de uma nova etapa na região afetada e percebi desde o primeiro momento que a nossa vida tinha mudado do ponto de vista de comunidade e sobretudo aquilo que eram os desafios da autarquia e, portanto, foi uma imagem desoladora do ambiente de guerra”, começou por dizer.
O autarca leiriense refere que a violência do temporal apanhou as autoridades e os cidadãos de surpresa, obrigando a uma mobilização imediata de meios municipais, proteção civil e forças de segurança para responder às múltiplas ocorrências registadas em poucas horas.
“Tínhamos tido um ataque violento do inimigo que não avisou que tinha aquela dimensão nem disse para onde entrava e atingiu sobretudo uma estrutura vital, que define a nossa soberania como país, que foram as linhas de eletricidade, que demoraram, e ainda está a demorar na reposição”, atirou.
Um rasto de destruição por todo o país
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, o corte de energia, água e comunicações, bem como inundações e cheias, estão entre as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas, concentrando a maioria das ocorrências registadas pelas autoridades.
A situação de calamidade, que abrangia os 68 concelhos mais afetados, terminou no domingo, mantendo-se, contudo, no terreno equipas empenhadas na reposição integral de serviços essenciais e na avaliação final dos prejuízos.
